Porto Alegre se divide entre movimentos a favor e contra o governo Dilma

  • Por: Matheus Wolff dos Santos (3º semestre) | Foto: Wellington Almeida (2º semestre) | 22/03/2016 | 0
Manifestantes favoráveis ao impeachment acampam no Parcão.
Manifestantes favoráveis ao impeachment acampam no Parcão.

O Parque Moinhos de Vento se tornou o espaço de localização do movimento de apoio ao impeachment da presidente Dilma Rousseff em Porto Alegre. Enquanto isso os grupos que defendem o governo da presidente não se concentram em um único ponto da cidade, preferem organizar manifestações em vários locais.

No acampamento do Parcão, denominado Sérgio Moro, estão reunidos porto-alegrenses contrários a presidente Dilma desde o dia 17. Tiago Mena destacou o crescimento de seis para 20 barracas e disse que só vão sair quando o Lula e Dilma deixarem do governo. Nesse local, desde o dia 13, também se concentram comerciantes vendendo bandeiras do Brasil e o Pixuleco do Lula (boneco do ex-presidente vestido de presidiário). Darlan Gonçalves destacou o crescimento nos negócios desde o dia 13, quando houve o protesto contra o governo federal, sendo o mais vendido entre suas mercadorias o boneco do Lula.

O movimento contra o impeachment não tem um lugar fixo na cidade. No dia 13, a manifestação foi no Parque da Redenção, quando os partidários da presidente Dilma promoveram o chamado “Coxinhaço”. No dia 18, a manifestação em defesa do governo foi na Esquina Democrática, no centro de Porto Alegre. Nesta terça, 22 de março, um grupo de estudantes organizou o ato de apoio à presidente Dilma em frente ao chafariz da PUCRS.

Grupos universitários que denunciam a ameaça de um golpe no país, com a possível aprovação do impeachment da presidente, também agendam atos, nos próximos dias, em outras instituições de ensino de Porto Alegre. Os mesmos defensores do governo já estão convocando um novo ato no dia 31 de março, data do golpe de 1964 que resultou na ditadura militar.

Para o petista Wilson Valério, do diretório do PT na rua Ramiro Barcelos, estes movimentos são contra o golpe e fazem a defesa da preservação dos movimentos sociais. Ele acredita que se a presidente Dilma for deposta, serão extintas conquistas como os programas Minha Casa Minha Vida, Bolsa Família, Prouni, Pronatec, Mais Médicos, Pré-sal, Luz para todos, Cotas raciais e sociais e o aumento real do salário mínimo. Por isso, o lema é “não vai ter golpe, vai ter luta”.