Porto Alegre volta à rotina com discreta presença de estrangeiros

Um dia após o jogo entre Alemanha e Argélia em Porto Alegre, realizado em 30 de junho, o ambiente na cidade era bem diferente da segunda-feira em que Porto Alegre recebeu turistas dos dois países. No bairro Cidade Baixa, que mais recebeu visitantes no período dos jogos, a diferença já era grande.

Nos hostels que hospedaram grande parte dos estrangeiros devido aos preços mais em conta, quartos já estavam desocupados. Na Casa Azul, hostel da rua Lima e Silva, o funcionário Daniel Pereira contou que a ocupação da casa havia chegado a 100% nos dias em que houve jogos da Copa do Mundo na capital. “A ocupação ficou mais voltada para os turistas dos países que vieram jogar aqui, teve até uma variação de outros times europeus, mas foi uma porcentagem baixa”. Daniel também informou que, no dia da partida Alemanha e Argélia – vencida pelos alemães por 2 gols contra um – por volta de 25 estrangeiros estiveram hospedados, número que caiu para sete no dia seguinte, 1° de julho.

Movimentação diminuiu consideravelmente depois do último jogo em Porto Alegre.

Os bares da região também tiveram presença máxima na segunda quinzena de junho, segundo Volnei Alexandre, gerente do bar Pinguim, situado na esquina das ruas Lima e Silva e República. Nos dias dos jogos, estiveram no bar por volta de três a quatro mil pessoas. “Vi torcidas de todos os times, mesmo daqueles que não jogaram aqui”, disse o gerente. Quanto aos planos para o final da copa, Volnei enfatizou que o bar está preparado para continuar atendendo turistas porque ainda há torcedores de estrangeiros na cidade.

Apesar da maioria dos turistas ter embarcado em direção a outras regiões do país, alguns pretendem continuar em Porto Alegre, caso do dominicano Carlos Faval. O fotógrafo chegou no dia da última partida e pretendo ficar um mês na capital. “Não fui a nenhum jogo, só à Fanfest, mas me disseram que a cidade era muito insegura, porém, até agora, não vi nada de perigoso”. Faval mesmo assim toma precauções como guardar sempre bem a câmera e está pronto para conhecer a cidade.

Texto: João Pedro Arroque Lopes (6º semestre)
Fotos: Guilherme Almeida (5º semestre)