Primeira Parada Sustentável em Porto Alegre deve começar a operar em até 15 dias

Projeto é um convênio da EPTC com a ONG TodaVida e deve ser implementado em mais cinco pontos da cidade

  • Por: Camila Pereira (2º semestre) | Foto: Giulia Cassol (3º semestre) | 28/03/2018 | 0

A primeira Parada Sustentável de Porto Alegre foi inaugurada no dia 26 de março como um presente para os 246 anos da cidade, porém não está totalmente concluída. Localizada no Parque Moinhos de Vento, a Parada Sustentável produz energia solar com o sistema fotovoltaico On Grid, capaz de encaminhar a energia excedente para a rede convencional de energia elétrica da cidade, podendo gerar abatimento na conta de luz da capital. Para que o sistema comece a operar de fato, ainda é necessária a colocação de um poste no local e a liberação da CEEE, que informou um prazo de 15 dias. A luz gerada pelas placas solares alimentarão uma tela LED em que os usuários do transporte público poderão verificar informativos sobre as linhas de ônibus, além de entradas USB onde será possível o carregamento de celulares.

 

A TodaVida ainda prevê a instalação do projeto Parada Sustentável em mais cinco pontos da cidade: em frente ao Barra Shopping, na Avenida Ipiranga; em frente Praia de Belas Shopping; em frente ao Colégio Rosário, na Avenida Independência; em frente ao Shopping Iguatemi, na Avenida Nilo Peçanha, e mais um local que deve ser definido pela EPTC.

A ONG destaca que o projeto não possui investimento da Prefeitura de Porto Alegre, sendo financiado por meio de parcerias com a iniciativa privada, que pagará por dois anos de propaganda institucional. O valor para a construção das paradas dependerá do desenho projetado para cada local, dos materiais escolhidos e da capacidade de geração de energia.

O Editorial J foi até a Avenida Goethe conferir a primeira Parada Sustentável e conversou com usuários do transporte coletivo. O artista plástico Reginaldo Portoalegre, 58 anos, se disse otimista quanto a conservação do projeto e destacou que “essa já é uma zona privilegiada, acho que também podem levar o projeto para as comunidades, elas vão ajudar a proteger”. Em contrapartida, o técnico de informática Jonatas Anjolin, 21 anos, apontou que conservar a estrutura é um desafio, “apesar de ser um bairro nobre, há o vandalismo, o pessoal não cuida”.

 

Lígia Miranda, engenheira da Todavida, ressaltou que a ONG possui mais projetos de sustentabilidade para a cidade. Ela destacou que já foi implementado o Parklet da Praça da Matriz, onde há uma área de convivência sustentável, com vegetação, separação de resíduos e bicicletário. Estão em andamento os projetos Viadutos Vegetados, que pretende colocar vegetação nas paredes e pilares dos viadutos, Microfloresta Urbana, que prevê a plantação de 300 mudas nativas frutíferas em seis das 35 vagas de estacionamento ao lado do Chalé da Praça XV, e o Parque Linear do Arroio Passo Fundo, com o objetivo de restaurar a mata ciliar  e promover a educação ambiental da população do entorno.