Proprietários de food trucks de Porto Alegre buscam regulamentar atividade

Os food trucks são vistos com frequência nas ruas de Porto Alegre há aproximadamente um ano e, cada vez mais, participam de eventos fechados, como a Feira das Nações da PUCRS, realizada no dia 18 de novembro no campus da universidade. Nesse tipo de serviço, caminhões equipados com cozinha servem comidas e bebidas mais sofisticadas do que as das tradicionais carrocinhas. Cardápios elaborados e rápidos despertam a atenção dos consumidores. Na Capital, estima-se que existam dez veículos vendendo alimentos e bebidas nesta modalidade, conforme Rafael Dutra, proprietário do food truck Olívia e Palito e integrante da Associação Portoalegrense de Food Truck.

Apesar do crescimento desse tipo de atividade, Dutra prevê uma estabilização das iniciativas. Ele afirma que, no momento, há caminhões sendo adaptados em oficinas para abrigarem novos empreendimentos. Porém, projeta que a onda de crescimento se estabilize em 2016.

Vídeo: food trucks se consolidam como opção gastronômica em Porto Alegre

Atualmente, apenas dois comerciantes têm licença da prefeitura para ocupar as ruas com seus veículos. O restante pode comercializar os alimentos somente em espaços privados, como o evento Bom Fim Food Park, realizado num terreno na Avenida Venâncio Aires. Dutra é um dos empreendedores com permissão para atuar em logradouros. Ele estaciona seu veículo na Rua Henrique Dias, no bairro Bom Fim, desde 26 de fevereiro. Seu investimento foi de R$ 60 mil.

Em Porto Alegre, existe uma lei que regula a venda na rua de alimentos como cachorro-quente, xis e churrasquinhos. Os comerciantes vinculados à Associação Portoalegrense de Food Truck pretendem que a norma seja adaptada para que atinja também estabelecimentos que contemplem outros cardápios.

Durante o evento realizado na PUCRS, os “trucks” participantes tiveram bastante público, havendo formação de filas no início e no fim da tarde. Uma das comerciantes em atividade é Jeanny Bavaresco, dona do Delicafé, cafeteria ambulante que há cinco meses comercializa bebidas, doces e salgados. Ela acredita que, para esse tipo de negócio, existe um mercado grande. Seu investimento inicial foi de cerca de R$ 100 mil e ela acredita que terá retorno com seu empreendimento.

Texto: Vitória Mollerke (1º semestre)
Foto: Frederico Martins (4º semestre)