PSDB gaúcho apóia protestos, mas evita pedir o impeachment de Dilma Rousseff

  • Por: Gabriel Peres | 14/03/2015 | 0

As manifestações nacionais pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff, previstas para domingo (15/3) nas capitais de todo o país, mobilizaram um total de 57 mil pessoas na página do evento em Porto Alegre. Fora das redes sociais, porém, o PSDB, principal partido de oposição ao governo, não crê na causa que dá nome ao evento, mesmo após ter oficializado o apoio ao ato. Para o Movimento Brasil Livre, grupo que organiza os manifestos, a cautela dos tucanos é “compreensível”.

Segundo o deputado estadual Jorge Pozzobom (PSDB-RS),”fazer o impeachment só por fazer não é legítimo com a Dilma, nem com ninguém”. “A possibilidade do impeachment só existe se o PMDB romper com Dilma. Caso contrário, nós temos que apurar os fatos”, afirma o deputado estadual, referindo-se às investigações da operação Lava-Jato. Na esfera municipal, o vereador tucano Mario Manfro convocou os militantes para um protesto “pela ética e pela democracia”, sem menção à deposição da presidente.

Para Rafa Bandeira, porta-voz do Movimento Brasil Livre-RS, os integrantes da organização entendem o posicionamento mais conservador dos políticos de oposição: “Uma posição mais cautelosa do PSDB pode resultar em mais prudência. E isso vai ajudar em não caracterizar como algo partidário,” afirma.

O porta-voz do MBL admite que não existem novas marchas previamente marcadas. Segundo Bandeira, a continuidade do movimento depende do número de pessoas no domingo: “Estamos esperando entre 30 e 40 mil pessoas. Mas, se chegar a 20 mil, isso já deve remobilizar e, de repente, nós marcamos até outra data amanhã”.

O “Manifesto pelo Impeachment da Presidente Dilma” tem início no Parque Moinhos de Vento, em Porto Alegre, às 15h deste domingo, dia 15 de março. Do Parcão, os manifestantes partem em marcha até o Parque Farroupilha. Além dos pedidos de impeachment, o manifesto protesta contra medidas econômicas tomadas pela presidente Dilma Rousseff após as eleições — como o aumento da energia elétrica e da gasolina –, além repudiar a corrupção e o período de baixo crescimento econômico no país.

Movimento-Brasil-Livre