Redes de supermercado fazem acordo para abrir no feriado

No Dia do Trabalho, pela primeira vez, empregados cumprem expediente neste feriado

  • Por: Manuela Neves (5º semestre) | Foto: Carolina Dill (1º semestre) | 30/04/2019 | 0

Seis redes de supermercado da Capital, neste ano, rompem a tradição de não abrir suas unidades no feriado do Dia do Trabalho, 1º de maio. Os empregados das redes Zaffari, Walmart, Carboni e Dia cumprem expediente nos estabelecimentos que abrem suas portas nesta data, sendo que funcionam todas unidades somente nas duas primeiras empresas. Essa alteração se deve à convenção coletiva do Sindicato dos Empregados no Comércio de Porto Alegre (Sindec). Mesmo que o Sindec não tendo aceitado abertura coletiva de todos os estabelecimentos comerciais, autorizou acordos individuais com cada empresa interessada em abrir na data.

Flávio Obino, advogado responsável pelo acordo de algumas das redes, explicou que as “empresas sempre tentaram abrir, mas o sindicato nunca permitiu”. A Associação Gaúcha de Supermercados  (AGAS) comunicou em nota oficial em seu site que defende a liberdade dos supermercados decidirem se querem ou não abrir no 1º de maio. O presidente da associação, Antônio Cesa Longo, declarou que “cada empresa deve fazer as contas e, dialogando com suas equipes, definir sobre a abertura das lojas. Defendemos que todos tenham oportunidades, pagando os mesmos valores de bônus aos funcionários e arcando com os demais custos, proporcionalmente ao tamanho de sua empresa. Essas negociações devem sempre ter o aval dos sindicatos laboral e patronal da categoria”.

Com a reforma trabalhista, as empresas que atuam nesse segmento podem negociar acordos coletivos com os sindicatos dos funcionários, abrindo espaço para flexibilizações em datas como Dia do Trabalho e Natal. No acordo feito com os supermercados, ficou decidido que os funcionários ganharão R$ 50 por trabalhar no feriado, exceto empacotadores, que receberão R$ 40.  Além disso, também terão direito à folga uma ou duas semanas após o feriado trabalhado. Nilton Neco, presidente do Sindec, ressaltou a convenção coletiva que tem o objetivo de garantir os direitos dos trabalhadores. Assim, as empresas precisam respeitá-la até o fim de sua validade, dia 31 de outubro deste ano.