Repórter acompanha os bastidores do TRE-RS durante a votação do 1º turno

No dia 5 de outubro de 2014, esta repórter teve a oportunidade de acompanhar o trabalho da seção de Rio Grande do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul nas primeiras horas das eleições. Abaixo, segue um relato dos bastidores.

Seis horas da manhã, saio de casa. Passo num posto de gasolina para comprar o café da manhã e o clima de eleições já começa. Um cidadão entra na loja de conveniência, embriagado, e pede para comprar mais cervejas. A atendente informa que no dia do pleito não é permitida a venda de bebidas alcóolicas. Incomodado, o cidadão reclama das eleições.

Seis e meia da manhã, chego ao Cartório Eleitoral da Zona 163. O primeiro problema aparece: um dos secretários do prédio liga para avisar que quebrou a perna. Um substituto é acionado. Algumas viaturas são direcionadas às casas de mesários que não têm como chegar até as suas seções eleitorais. Outras saem carregadas com urnas extras, caso problemas aconteçam. Ao mesmo tempo, os funcionários que ficam no cartório dividem um chimarrão.

Sete horas da manhã, viaturas com urnas saem. Os veículos e os técnicos de urna se dirigem para alguns pontos estratégicos. Na cidade de Rio Grande existem zonas eleitorais longe do centro da cidade, onde ficam os cartórios eleitorais. Por esse motivo, o TRE montou um esquema para deixa-los mais próximos dessas zonas mais remotas.

Sete e meia da manhã, sinfonia de telefones começa. Seis números foram disponibilizados para que mesários e eleitores pudessem tirar suas dúvidas: três linhas telefônicas para o Disque Eleições e mais três para o SOS Urnas. São mesários que ligam com as mais diversas desculpas para não se apresentar; são secretários de prédio avisando que presidente de mesa, primeiro mesário, segundo mesário e secretário de mesa não deram sinal de vida. Dez minutos para o início das eleições. Ainda há eleitores que não sabem onde votam.

Oito horas da manhã, começa, oficialmente, o primeiro turno das eleições 2014. Telefone não fica um minuto sem tocar. Os quatro funcionários que atendem às ligações mal respiram. É uma ligação atrás de outra; um problema atrás do outro. Urnas que não funcionam, diversos mesários que não comparecem. Os servidores públicos tentam resolver os contratempos o mais rápido possível.

Oito e meia da manhã, problemas sob controle. Técnicos de urna se encaminham para os locais onde houveram os transtornos com as urnas; alguns mesários substitutos são chamados para substituir os que não se apresentaram. Em outros casos, eleitores que se encontram nas filas para votar são recrutados para a substituição.

Nove horas da manhã, saio do cartório. Na rua, viaturas extras aguardam para o caso de emergências e um brigadiano está a postos. Mesmo de longe, escuto os telefones tocando. Foram três horas de muita correria, de muitas ligações e de problemas resolvidos. Essa é apenas uma parte do que acontece nos bastidores da eleição. Agora, deixo meu papel como jornalista, para atuar como cidadã, eleitora.

Texto e foto: Georgia Ubatuba (3º Semestre)

Este material integra a cobertura realizada pelos alunos do Editorial J, laboratório do curso de Jornalismo da Famecos-PUCRS, com supervisão dos professores Alexandre Elmi, Fábian Chelkanoff, Fabio Canatta, Flavia Quadros, Ivone Cassol, Marcelo Träsel, Marco Antonio Villalobos, Tércio Saccol e Vitor Necchi.