Repressão policial marca dia nacional de paralisação em Porto Alegre

Manifestantes foram atingidos por gás lacrimogêneo e bombas de efeito moral

  • Por: Renata Saraiva (6° sem.) | 11/11/2016 | 0
Foto: Maia Rubin/Sul 21
Foto: Maia Rubin/Sul 21

Organizados por sindicatos e pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), centenas de manifestantes foram às ruas de Porto Alegre, nesta sexta-feira, para protestar contra a PEC 55, (antiga Proposta de Emenda Constitucional – PEC 241). Ao todo, três vias da capital foram interrompidas durante a manhã e um grande ato foi marcado para às 18h, na Esquina Democrática. Para o diretor da CUT-RS, Ademir Wiederkehr, o que chamou a atenção dos manifestantes foi a grande repressão dos policiais que acompanharam os atos e as ocupações.

Segundo Wiederkehr, a ação dos policiais não pode ser justificada. “Presenciamos atos de barbárie de parte da polícia nas ocupações da UFRGS e durante os atos de sexta . Estamos num regresso à ditadura militar”.

O aumento da truculência dos policiais foi uma instrução do secretário de Segurança do Estado, Cezar Schirmer, conforme o próprio admitiu em entrevista ao jornal Zero Hora. A atual orientação para a Brigada Militar é a de desobstruir as vias de forma imediata. Durante os atos do dia Nacional de Greve e Paralisação, os manifestantes foram atingidos por gás lacrimogêneo e bombas de efeito moral.  

Além da CUT, também participaram dos atos a Central dos Trabalhadores do Rio Grande do Sul (CTB-RS), o Sindicato dos Professores do Ensino Privado do Rio Grande do Sul (Sinpro-RS) e o Sindicato dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (Cpers). De acordo com o Sinpro, em Porto Alegre, 14 instituições privadas fecharam por decisão dos professores. Alguns profissionais participaram do ato de maneira individual. Em escolas onde não houve paralisação das atividades, aulas coletivas e atos foram organizados.

A  greve teve adesão em todas as regiões do estado. Em Pelotas, 100% dos professores associados ao Cpers participaram da paralisação. Segundo o Cpers, por se tratar de uma ação nacional, não há um número definido de professores que apoiaram o movimento. Em Rio Grande, 17 escolas particulares não tiveram aulas, e, em Uruguaiana, as portas dos quatro colégios privados também não abriram nesta sexta-feira, conforme dados do Sinpro.