Sai a chuva, surgem os buracos nas ruas da cidade

Após a chuvarada, as crateras na vias infernizam a vida dos motoristas

  • Por: Luísa Soares (3º semestre) | Foto: Gulia Cassol (1° semestre) | 09/06/2017 | 0

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Após as chuvas fortes e ruas alagadas, os moradores da Capital enfrentam novos e velhos buracos nos asfaltos. Diferentes pontos da cidade apresentam ondulações na pista dos veículos como em trechos da Zona Sul, Avenida Nonoai esquina com a Avenida Cruz Alta, no sentido bairro-centro; na Zona Norte, na Avenida Pedro Boézio com a Avenida João Wallig, nas imediações do Shopping Iguatemi.

O asfalto é um material permeável que deveria auxiliar no escoamento, ou seja, na passagem das chuvas, comenta o engenheiro civil Lucas Marcolin, formado pela PUCRS. Porém, quando uma obra não é bem executada, acumula água. Com a circulação dos carros, geram-se buracos nas ruas. “Além disso, na execução das obras, não adianta colocar o mesmo nível de asfalto em todas as ruas. É preciso levar em conta o tráfico de veículos do lugar”, afirma.

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A vida útil da pavimentação asfáltica dura dez anos, mas, muitas vezes, não é trocada no período correto e se deteriora cada vez mais. Outro problema são as redes de esgoto pluvial e sanitário que não têm vazão suficiente e, muitas vezes, transbordam. “A prevenção seria executar as obras com a espessura de asfalto condizente com o volume de carros que vai circular em determinada rua. Entretanto, o custo financeiro é alto”, explica Marcolin.

O profissional de Engenharia Civil aponta ainda que não adianta trocar e reformar apenas partes da rodovia estragada. “Nesses casos, é necessário pavimentar toda ela de novo. Se a manutenção fosse feita de dez em dez anos ajudaria nossa situação”, conclui.