“Sem investimento, não se faz esporte em alto nível”, diz professor sobre Jogos Olímpicos da Juventude

O oitavo lugar do Brasil no quadro de medalhas dos Jogos Olímpicos da Juventude 2014, sediado na cidade de Nanquim, China, não era a principal preocupação, na sexta-feira (22 de agosto), do professor Nelson Todt, da Faculdade de Educação Física da PUCRS. “O que realmente preocupa é a falta de políticas públicas claras para a mudança deste panorama”, afirma.

Desde 16 até 27 de agosto, ocorre este evento internacional esportivo, educacional e cultural para adolescentes na China. Entre os mais de 200 países que estão na disputa, o Brasil contava, até sexta-feira, com três medalhas de ouro, três de prata e uma de bronze.

O torneio, de acordo com o professor que é especializado em Estudos Olímpicos, tem grande importância para consolidação de carreiras esportivas. “As primeiras edições dos Jogos Olímpicos da Juventude já demonstraram que o evento acaba sendo uma ferramenta importante para prospectar futuros atletas na competição maior do calendário Olímpico”, explica.

Todt aponta que a falta de divulgação de eventos como o de Nanquim é considerado um grande problema. Segundo ele, isso “só contribui para o continuísmo da monocultura do esporte, ou seja, o futebol”. Ele entende que isso desestimula a participação de investidores para outras modalidades esportivas. “Sem investimento, não faz esporte em alto nível”, alega.

Ainda a respeito da falta de divulgação para eventos como os Jogos Olímpicos da Juventude, Todt diz que a mídia tem papel fundamental. “É ela que dá visibilidade para quem investe e quem se preocupa com o esporte”, conclui.

Os Jogos Olímpicos da Juventude 2014 podem ser acompanhados ao vivo no site oficial do Comitê Organizador do evento.

Texto: Frederico Martins (6º semestre)