Servidores do HPS reclamam da violência dentro do hospital

Além do protesto, pedem instalação de detector de metal e mais segurança

  • Por: Nícolas Chidem (1º sem) | 22/04/2016 | 0

Três dias após homem em atendimento dentro do Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre ter sido baleado por um desafeto, funcionários do hospital fizeram ato em frente ao prédio, reivindicando a atenção das autoridades municipais e estaduais. Na manhã desta sexta (22), cerca de 40 pessoas denunciaram a frágil segurança nos hospitais públicos e postos de saúde de Porto Alegre.

A mobilização foi convocada pela Associação dos Servidores do HPS e teve participação do Sindicato dos Vigilantes, dos Municipários e da Associação dos Servidores do Grupo Hospitalar Conceição. Uma carta aberta às autoridades foi divulgada pela Associação dos Servidores do HPS que denuncia o crescimento do medo no ambiente de trabalho e sugere medidas a serem adotadas, como o aumento da segurança dentro do hospital e a instalação de detector de metal.

O fato que motivou a manifestação ocorreu às 15:30 de terça-feira (19), quando Maycon Azevedo da Silva, de 21 anos, que era atendido no HPS, segundo testemunhas foi alvo de seis tiros de um homem que entrou no hospital e saiu. Maycon havia sido internado no hospital na madrugada de terça-feira, em decorrência de ter sido baleado em uma das pernas em um ataque que sofreu no Bairro Cavalhada.

No dia seguinte ao ataque, o hospital recebeu o apoio da Guarda Municipal que deslocou quatro integrantes para dar mais tranquilidade aos funcionários e aos pacientes. As visitas estavam suspensas, como relatou Fátima Bock que desejava ver o marido internado. “Vim visitar meu marido todos os dias desde que ele foi internado. Hoje não pude, acho desnecessária essa atitude, os atiradores entraram como pacientes, não faz sentido não nos deixarem entrar para visita”, lamentou Fátima.

No terceiro dia após o ocorrido, as visitas já estavam normalizadas. Entretanto a questão do reforço na segurança, reivindicada pelos funcionários, continuava sem resposta.

Em quatro meses foram registrados sete casos em hospitais e centro de saúde na Capital e dois na cidade de Rio Grande

Texto: Alícia Porto (3º sem)

Diversas instituições e funcionários denunciam o sentimento de insegurança em hospitais e nos centros de saúde. A violência nesses locais é tema recorrente para o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS), que atualiza seu site com informações com frequência. Segue abaixo um levantamento de casos do ano de 2016 feito pelo Editorial J a partir da consulta aos registros do SIMERS:

1. Posto São João Roberto Socoowski – Rio Grande

05/01/2016

O Posto sofreu uma tentativa de assalto durante a tarde. O vigilante reagiu e houve troca de tiros no local.

Fonte: SIMERS

 

2. Posto Vila São Miguel – Rio Grande

06/01/2016

Os assaltantes tiveram como alvo os equipamentos de segurança do local.

Fonte: SIMERS

 

3. Unidade de Saúde Vila Cruzeiro – Porto Alegre (ZS)

25/01/2016

Médico foi assaltado durante um atendimento. Ele atendia uma mulher grávida quando um homem abriu a porta e o abordou o profissional.

Fonte: SIMERS

 

4. Postos Vila Cruzeiro, Cristal e Cruzeiro do Sul – Porto Alegre (ZS)

24/02/2016

Quatro postos de saúde tiveram suas atividades encerradas mais cedo devido à segurança e ao medo de novos tiroteios.

Fonte: SIMERS

 

5. SAMU – Porto Alegre (Partenon)

06/03/2016

A Central Reguladora de Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi assaltada. Esse foi o terceiro assalto no local desde o mês passado.

Fonte: SIMERS

 

6. Centro de Saúde Bom Jesus – Porto Alegre (Bom Jesus)

21/03/2016

Um homem armado provocou pânico no Centro de Saúde Bom Jesus. Depois do incidente o Posto foi fechado e teve seus atendimentos suspensos.

Fonte: SIMERS

 

7. Hospital Cristo Redentor – Porto Alegre (Cristo Redentor)

29/03/2016

Paciente foi executado dentro do hospital. Já havia ocorrido uma execução no ano de 2014.

Fonte: SIMERS

 

8. Postão da Cruzeiro – Porto Alegre (Cruzeiro do Sul)

19/04/2016

Usuário se revoltou e reagiu golpeando o guichê de vidro do posto. O local tinha reaberto naquele dia após a troca do sistema de atendimento. Os casos de violência são frequentes no local, sendo comum tiroteios.

Fonte: SIMERS

 

9. Hospital de Pronto Socorro – Porto Alegre (Bom Fim)

19/04/2016

Dupla armada efetua disparos dentro do Hospital de Pronto Socorro.

Fonte: SIMERS