Só vitória do Brasil pode virar tímido movimento nos bares da Cidade Baixa

Estabelecimentos ainda não notam maior frequência por causa dos jogos da seleção na Copa do Mundo 2018

  • Por: Yasmim Girardi (1º semestre) | Foto: Jonas Melgaré (4º semestre) | 28/06/2018 | 0

A largada para a Copa do Mundo pode ser segunda-feira, dia 2 de julho, se o Brasil vencer o México no jogo que vai acontecer em Samara, na Rússia. Apesar da Copa do Mundo de 2018 ter iniciado em 14 de junho, os bares da Cidade Baixa registraram discreta movimentação nos dois primeiros jogos da seleção que ocorreram nos dias 17 e 22 de junho. A expectativa para aumentar a frequência está na dependência do desempenho em campo da seleção brasileira.

No Pinguim Bar, na rua Lima e Silva, não houve nenhum preparativo especial para os jogos da copa. “Não esperávamos movimento por causa da experiência durante a copa de 2010”, disse o gerente Jaimir Seibel. Segundo ele, os jogos da dupla Grenal atraem mais clientes do que os jogos da seleção. Jaimir acredita que a movimentação da copa de 2014 tenha sido maior porque o evento estava acontecendo no Brasil e os torcedores estavam mais animados. O gerente também atribui a baixa movimentação aos horários dos jogos sempre por volta do meio dia. “A seleção não tá o bicho, também”, brinca ele.

Estabelecimentos como o Boteco Cotiporã esperavam por grande movimentação e até aumentaram o número de funcionários trabalhando durante os jogos da seleção. O sócio Sandro Gnaatto afirma que as expectativas estão próximas da realidade. “A movimentação está 400% maior do que em dias normais”, brinca ele. A equipe não contava com movimentação durante os jogos mais cedo justamente por causa dos horários das partidas.

No Boteco Pedrini está se confirmando a previsão feita para os jogos da seleção e, principalmente, para o jogo de estreia que estava bem maior do que a clientela recebida. Nas partidas disputadas por outros países, a movimentação está dentro do esperado. José Manoel, gerente do local, revela que as expectativas para os jogos mais cedo também são confirmadas pela realidade, uma vez que não esperavam maior movimentação.

Jonatan Dias, sócio do Porto Carioca, reconhece que, na estreia do Brasil, o estabelecimento se preparou com telão para transmitir o jogo e fez promoções para quem frequentasse o local, mas o movimento foi baixo. Embora tenha acontecido grande diferença entre o esperado e o ocorrido, o sócio afirma que não tiveram prejuízos. “O horário, com certeza, ainda mais de manhã cedo, dá uma preguiça para acordar e sair de casa”, confessa Jonatan.

O torneio sempre intensifica o comércio e movimenta a economia do país do futebol. De acordo com uma pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviço e Turismo (CNC) publicada no dia 15 de junho, o faturamento esperado para estabelecimentos como bares e restaurantes durante o evento esportivo é de R$ 251,7 milhões, 36,9% menor do que durante o mundial de 2014. No entanto, a pesquisa indica que a maior queda de receita acontecerá no Rio Grande do Sul, onde deverá ser 73,6% menor em relação à última edição do campeonato. A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel RS) e o Sindicato de Hospedagem e Alimentação de POA e Região (SINDHA) foram procurados sobre esse assunto, mas não quiseram se manifestar.