Terror ocupa telas do Projeto Raros

Filmes inéditos, esquisitos e do gênero de terror são exibidos na Cinemateca Capitólio Petrobras

  • Por: Vitor Lacourt (4º semestre) | Foto: Divulgação PMPA | 23/08/2017 | 0

Filmes e diretores que se destacaram no gênero de terror são apresentados nas sessões do final de agosto do Projeto Raros da Cinemateca Capitólio em Porto Alegre. O pesquisador e idealizador destes filmes é Carlos Thomaz Albornoz que coordena o debate marcado após a exibição do filme A Rosa de Ferro, de Jean Rollin, na sexta-feira (25), às 20h.

O Projeto Raros, que já teve Cristian Verardi, Marcus Mello e outros colaboradores da coordenação de cinema, é como se fosse um filho para Albornoz. Em 2003, apresentou esse projeto a Marcus Mello, que na época era coordenador de cinema da Usina do Gasômetro, para começar a transmitir filmes que não passavam ou até mesmo esquisitos.

“A ideia é colocar em circulação filmes que não estavam disponíveis por aqui. Sempre gostamos de passar filmes mexicanos e russos, por exemplo. Eventualmente, a gente passa alguma coisa mais conhecida, mas depende se o tema for relevante”, explica.

A Rosa de Ferro, o principal filme desta fase do projeto, é muito especial para o curador. “Foi o primeiro filme do Jean Rollin que eu vi. Ele é um cineasta quase inédito no Brasil. Nesse momento, é o principal do ciclo. Obviamente, como fã de filme de horror, tenho adoração pelos filmes do Romero (George Romero), mas A Noite dos Mortos-Vivos sempre teve disponível em VHS e DVD. Será uma das primeiras vezes que A Rosa de Ferro será passado no Brasil”.

O evento começou em 2003, na Sala de Cinema P. F. Gastal, hoje desativada em função da reforma da Usina do Gasômetro. Já foram realizadas quase duzentas sessões. Por causa da reforma, não só o Projeto Raros, mas parte da programação foi destinada à Cinemateca Capitólio Petrobras, pois o local é administrado pela mesma equipe. O projeto tem sessões totalmente lotadas. A ideia parte da premissa dos filmes que você sempre quis ver ou que não imaginava que existiam. Quando surgiu em 2003, era diferente pelo fato de que a internet ainda não tinha se difundido no país.

“Ao observar a programação do início do Raros, alguns filmes são considerados hoje bastante acessíveis, mas era outro momento“, justifica Leonardo Bomfim, programador do Cinemateca Capitólio Petrobras. Ao ser questionado sobre sistemas como a Netflix interromperem a procura do público pelo projeto, Leonardo considera que acontece o contrário. “Estamos com um público cada vez maior. Alguns filmes que exibimos estão completos e com boa qualidade no YouTube, por exemplo, mas o Raros tem aquela coisa do evento mesmo”. O programador lembra que, há dez anos, a exibição de “uma refilmagem turca do Exorcista, que é um filme horrível, mas foi uma sessão maravilhosa e divertida. A curadoria da Netflix, por exemplo, é muito mais comercial. Os debates que acontecem depois das nossas sessões também são importantes”.

O projeto quer apresentar diretores importantes para o cinema e filmes de todos os gêneros, nacionalidades, épocas diferentes, que não foram lançados em DVD, ou que não tiveram lançamento comercial. Um dos curadores principais é Carlos Thomaz Albornoz, formado em Jornalismo, 45 anos, natural de Santana do Livramento, pesquisador de cinema, muito dedicado ao gênero terror e que faz questão de dizer que é gremista. “Digamos que é difícil eu não deixar essa parte da minha personalidade não aparecer”, brinca Albornoz. “Cresci numa cidade pequena e por culpa da minha mãe, que me convenceu que cinema era uma arte, sempre adorei filme. Com o tempo, fui lendo, pesquisando e peguei um conhecimento sobre isso” confirma a paixão pelo cinema.

Na quinta-feira (24), estão programadas sessões de Depois do Vendaval, de John Ford. A Noite dos Mortos-Vivos, no sábado (26), às 20h30, e O Despertar dos Mortos, no domingo (27), às 19h30, são filmes clássicos do diretor George A. Romero com sessões únicas. O ingresso é R$ 10, com meia entrada para estudantes e idosos.

Local: Endereço: Rua Demétrio Ribeiro, 1085 – Centro Histórico, Porto Alegre.

Telefone: (51) 3289-7458

 

Programação:

 

Quinta-feira, 24

15h – O Dia Mais Feliz da Vida de Olli Mäki

17h – Depois do Vendaval

20h – Castanha

 

Sexta-feira, 25

15h – O Dia Mais Feliz da Vida de Olli Mäki

17h – Depois do Vendaval

20h – Projeto Raros: A Rosa de Ferro

 

Sábado, 26

15h – O Dia Mais Feliz da Vida de Olli Mäki

18h – Homenagem Scliar – 80 anos – Sonhos Tropicais

20h30 – A Noite dos Mortos Vivos

 

Domingo, 27

15h – O Dia Mais Feliz da Vida de Olli Mäki

17h – Depois do Vendaval

19h30 – O Despertar dos Mortos

 

Terça-feira, 29

15h – O Dia Mais Feliz da Vida de Olli Mäki

17h – Depois do Vendaval

20h – Divulgação em breve

 

Quarta-feira, 30

15h – O Dia Mais Feliz da Vida de Olli Mäki

17h – Depois do Vendaval

20h – Divulgação em breve