Um caloroso e colorido sábado de frio

Clima pueril e alegre toma conta do parque da Redenção em encontro inusitado

  • Por: Sofia Lungui (1º sem.) | Foto: Juliana Baratojo (5º sem.) | 07/06/2016 | 0

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Sol, crianças correndo, pessoas brincando com seus cães, jovens casais. Havia cheiro de pipoca no ar, outros vendendo algodão-doce ou quentão. O clima era caloroso. Estava frio? Sim, mas quanto mais frio, mais duram as bolhas no ar: o 1º Encontro Nacional de Bolhas Gigantes, na Capital, quebrou o clima de monotonia de uma tarde de sábado (4), em meio ao outono gelado. Na Redenção, entre o Monumento aos Expedicionários e o chafariz, o encontro reuniu cerca de 60 pessoas de várias gerações, por volta das 13h.

DSC_8174Os adultos presentes se divertiam tanto quanto os pequenos. Embora se pudessem ver pais de crianças pequenas em maioria, havia também casais e grupos de adolescentes, todos com a mesma expressão alegre, se divertindo, deixando as preocupações e o estresse de lado. Com apenas 20 reais era possível desfrutar da experiência, com o kit, constituído por um par de varetas em que se formavam as bolhas, e a “poção”: a mistura de detergente, açúcar e água, dentro de um balde. Depois, bastava mergulhar as varetas no balde, abri-las e se posicionar contra o vento, andando para trás, para que bolhas enormes e coloridas se formassem. Os movimentos, sutis, além da alegria de ver as bolhas no ar, traziam uma sensação de tranquilidade; não havia quem não sentisse vontade de participar.

“Acho interessante, pois não há eventos assim no sábado à tarde, praticamente. Os espaços públicos da cidade têm de ser ocupados. A gente, por exemplo, mora em apartamento, e sentimos falta de eventos assim”, afirmou Fábio Alves, que estava com seu filho Pedro, de 2 anos. Já a jovem Naiane Bassani, de 22 anos, considera que eventos assim são muito importantes, porque promovem interação e contato entre as pessoas. A maior parte dos presentes ficaram sabendo do encontro por meio do evento do Facebook, promovido pela página da Bolheiras POA, que contou com 1,7 mil confirmados, além de 2,6 mil que demonstraram interesse.

DSC_8337A Bolheiras POA, empresa formada por uma dupla de estudantes de Porto Alegre que buscam ocupar os espaços públicos com descontração e arte, realizou o primeiro de muitos encontros. “Acho incrível ter eventos em espaços públicos, abertos, e que abrangem todas as idades. Para mim é essencial um evento que possua tudo isso”, explicou Juliana Engelman, de 24 anos. “Começamos porque gostávamos muito do resultado das bolhas, e nos gerava um lucro extra. Mas o principal é porque a gente ia para a rua, via a galera se divertindo, gente de todas as idades, o pessoal interagindo na praça, trazia a galera para os espaços públicos… isso era o que mais nos deixava feliz”, contou.

Lorena Relva, de 19 anos, explicou que foram necessários muitos testes para chegar a um bom resultado. “Fomos aperfeiçoando as varetas, a poção, até chegar ao nosso produto final, agora. (…) já trabalhamos com outros eventos antes, como exposições em feiras de rua”, explicou. As jovens fazem parte do coletivo Bolheiros do Brasil, através do qual trocam ideias com outros participantes dessa comunidade, que visa desenvolver esse projeto de ocupação dos espaços públicos, tornando as grandes cidades mais humanizadas.

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