Você sabe o destino do seu antigo smartphone?

Porto Alegre possui mais de 12 pontos para descarte de lixo eletrônico.

  • Por: Natália Corteze (4º semestre) e Felipe Conte (1º semestre) | Foto: Eduardo Rodrigues (1º semestre) e Taimá Walther (6º semestre) | 04/04/2019 | 0

O lixo eletrônico é todo resíduo gerado pelo descarte de: computadores, celulares, carregadores, baterias, pilhas, fios, lâmpadas eletrônicas e fogões. Devido ao aumento considerável de tecnologia, o descarte desses equipamentos tem sido extremamente prejudicial tanto ao meio ambiente quanto às pessoas que entram em contato com eles.

Em 2014, no Brasil, 1,4 milhão de toneladas de e-lixo (que é todo resíduo eletrônico), foram descartados e, majoritariamente, de maneira inadequada. Este ato prejudica o meio ambiente devido às substâncias tóxicas existentes nos materiais, como chumbo e mercúrio, contaminando assim, o solo e a água de forma mais danosa. Os chips de celular quando quebrados, por exemplo, emitem gases poluentes que são capazes de acidificar os rios e toda a sua fauna e flora.

Para descartar corretamente esses materiais é necessário separá-los dos demais resíduos em sua casa. Posteriormente, levá-los ao local de recolhimento mais próximo.  O mapa abaixo indica os pontos de descarte correto em Porto Alegre.

O gestor ambiental André Mollé, explica que o processo de segregação (separação ou isolação das peças de um aparelho)  no Rio Grande do Sul é manual. A transformação desse material em metais, como cobre, ocorre em São Paulo. A empresa em que ele trabalha, por exemplo, atende grandes lojas de departamento e de comunicação e recebe qualquer tipo de resíduo eletrônico, que vão desde calculadoras até caixas eletrônicos.

Grande parte desse material é revendido ou reutilizado. Uma equipe fica responsável por concertar e vender pela internet ou em leilões, visto que, 80% do lucro da empresa se faz por meio disso. A segregação é responsável por apenas 20% do faturamento bruto. Após fazer o processo de separação desses metais, cada um deles é encaminhado a um destino diferente. Alguns são comprados e usados como matéria prima por empresas locais , outros vão mais longe, como as placas que são vendidas ao Panamá e a China. Apenas no ano passado,  a empresa onde Mollé atua  recolheu cerca de 40 toneladas de resíduos, dessas, foram  reaproveitados entre  25 a 30 %.

As peças que não são reaproveitadas, vão para uma empresa de Caxias do Sul que também faz o processo de segregação.

Neste final de semana, ocorrerá em Porto Alegre, a 4ª edição da Virada Sustentável. Um festival que visa abordar questões sustentáveis. Nessa edição, serão cinco Ecopontos, dentre eles, dois estarão recebendo resíduos especiais (óleo e eletrônicos). O Centro Cultural Vila Flores, no sábado, e o Parque da Redenção, no domingo, ambos das 9h às 18h.  Também haverá uma oficina sobre o tema, no sábado das 10h às 11h.