Votação do projeto que restringe circulação de veículos no Centro Histórico é adiada

  • Por: Eduarda Endler Lopes (3º sem.) | Foto: Camila Lara (2º sem.) | 24/09/2015 | 0

Votaçao Camara

Marcelo Sgarbossa defende projeto que limita circulação de veículos no Centro Histórico

A votação para o projeto que limita circulação de veículos no Centro Histórico de Porto Alegre deve ocorrer na próxima segunda-feira (28/09), já que uma tentativa de apreciação na quarta-feira (23/09) foi adiada devido à falta de quórum na Câmara de Verereadores. O projeto de lei 302/2013, do vereador Marcelo Sgarbossa (PT), estabelece uma área de restrição ao trânsito de veículos automotores na região central da Capital.

De acordo com o vereador, o objetivo do projeto é devolver o centro às pessoas. Ele avalia que há um benefício para os moradores da região e também para quem circula na área. “Com a redução do número de veículos, torna o local mais agradável, mais humano”, explica.

O perímetro restrito aos automóveis terá aproximadamente 30 quarteirões, mas a limitação não seria válida para veículos de moradores que residem na área, transporte coletivo e de lotação, transporte escolar, táxi, viaturas oficiais e guinchos. O controle do acesso seria feito por meio de instalação de pinos nas ruas, que barrarão e controlarão a passagem, assim como câmeras de vídeo-monitoramento. Além disso, há a determinação de implantar campanhas educativas para ampliar a divulgação, a conscientização e o respeito à as novas regras, em benefício da mobilidade da população.

O projeto, segundo Sgarbossa, poderia ser uma concretização do que iniciado em 1999, quando foi criado o Plano de Desenvolvimento Urbano Ambiental de Porto Alegre, que tinha o objetivo de qualificar a circulação e o transporte urbano. “Estamos dando uma completude ao que já foi pensado,” argumenta o vereador do PT.

Por outro lado, Kevin Krieger, líder do governo na Câmara de Porto Alegre, afirma que uma consulta foi feita à Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) e que o órgão entende que deve haver um estudo prévio para trabalhar sobre o tema. Além disso, a empresa afirma que não haverá mais um acesso universal ao comércio do centro de Porto Alegre. “A princípio, a EPTC entende que não é bom, porque além de ter que fazer o estudo prévio, limita o acesso, principalmente a venda do comércio”, explica Krieger.