A moderna rodoviária envelheceu

Espaçosa, com um desenho arrojado e muito funcional, o prédio da Estação Rodoviária de Porto Alegre ao ser inaugurado em 28 de junho de 1970, era considerado o maior e mais moderno da América do Sul, por sua arquitetura. Hoje, os ônibus fazem fila para chegar aos boxes em determinados horários, os passageiros precisam arrastar suas bagagens pelos corredores por que não há carrinhos, faltam bancos para o descanso em um ambiente pouco agradável devido ao grande movimento de pessoas.

Localizada no Centro Histórico da Capital, está interligada ao sistema de ônibus urbanos e ao trensurb. Junto à rodoviária, está posicionado o maior ponto de táxi da cidade, com mais de 380 veículos cadastrados. Passados 44 anos e com uma demanda muito superior à dos anos 70 (40 mil pessoas hoje circulam por dia), a estação que já foi motivo de orgulho para os porto-alegrenses, enfrenta vários problemas. Um deles é a localização em um ponto que, se é positivo, para o passageiro, não é para o fluxo de veículos que chega ou deixa a cidade pela Avenida da Legalidade (ex-Castelo Branco).

Por atrair grande movimento em um ponto de entrada e saída da Capital, há quem defenda que a rodoviária seja transferida para junto do Aeroporto Internacional Salgado Filho, onde atenderia toda a região metropolitana. Outros admitem que é necessário um projeto de revitalização da estação, mas defendem a permanência no largo Vespasiano Veppo. Bancos mais confortáveis, pontos de wifi, totens de autoatendimento, carrinhos para transporte das malas e plano de acessibilidade são algumas das reinvindicações mais básicas. Além disso, clientes defendem que a rodoviária seja cercada com paredes de vidro, a exemplo da de Curitiba, solucionando o problema do frio e garantindo maior segurança. Hoje, quem tem que esperar horas para viajar acaba encontrando conforto nas salas vips, que são uma comodidade oferecida pelas empresas de viação.

Apesar das queixas, a Veppo, concessionária que administra a estação de ônibus, considera que está acompanhando o desenvolvimento tecnológico e que as instalações, equipamentos e serviços são constantemente atualizados. O projeto para revitalização só deve sair do papel em 2020.

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Texto e fotos: Bruna Zanatta (4º semestre)

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