Moda democrática?

O mercado de vestuário produz 9,8 bilhões de peças por ano segundo a Associação Brasileira de Indústria Têxtil e de Confecção, o que coloca o País como detentor do sexto maior parque têxtil do mundo. Apesar disso, uma minoria fica à margem, sem atenção e investimento do setor.

A última pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 2008 e 2009, constatou que a altura e o peso mediano dos homens brasileiros, entre 20 e 24 anos, são 1,73 m e 69,4 kg e, entre as mulheres da mesma faixa etária, as médias são 1,61 m e 57,8 kg. E é nessa média que a indústria baseia a produção. O resultado é que o padrão de roupas disponível nas araras pode não agradar a todos, principalmente àqueles muito maiores ou menores que a média da população.

Consciente disso, a Associação Brasileira de Vestuário, Abravest, discute desde fevereiro de 2011, o fim da escala P, M e G. Ela propõe que a antiga classificação seja substituída por medidas que correspondam a diversas partes do corpo, como tamanho do braço, perna e quadril. Além disso, seriam levadas em consideração as medidas de largura dos ombros e altura média dos indivíduos. Essa modificação pode contribuir para que as pessoas encontrem peças adequadas ao seu corpo com maior facilidade.

Conheça alguns casos de pessoas que têm dificuldades para encontrar roupas adequadas no varejo brasileiro:


Divulgação

Arquivo pessoal / Litha Bacchi

 

 

 

Arquivo pessoal / Marcelo Torri

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