Presença de jovens reflete no ofício de trabalhadores experientes

A transformação provocada pelas novas tecnologias no mercado de trabalho foi acompanhada de uma alteração no perfil dos profissionais. Jovens com afinidade no manejo de ferramentas digitais alcançaram rápido crescimento, provocando uma reação em profissionais com maior experiência.

Joao Vitor Jornada tem 24 anos e já é gerente administrativo da empresa Goldzstein. Formado há um ano em engenharia, domina os programas tecnológicos de sua profissão e por isso conseguiu facilmente entrar no mercado de trabalho.

“Acho que nos dias de hoje, temos muitas oportunidades, cursos e tecnologias que nos possibilitam destaque entre os profissionais.” Para ele, ter facilidade com as novas tecnologias foi um diferencial no seu desempenho, principalmente nos estágios.

Apesar da presença maciça do digital nas mais variadas atividades, alguns profissionais não buscaram a adaptação para as novas ferramentas. Fernando Braga tem 58 anos e diz ser avesso as novas tecnologias. Arquiteto, ressalta que mesmo que não tenha aprendido a mexer no Autocad, um programa que realiza plantas no computador, consegue fazer trabalhos tão bons quanto os gerados pelo software. Além disso, há uma diferença na qualidade. “Os profissionais de hoje são muito mecânicos, não dão valor aos detalhes, que só plantas feitas à mão conseguem destacar.”

Segundo a professora da ESPM e especialista em mercado de trabalho do Sul Simoni Sell, o choque de gerações é inevitável: aquelas que estão em posições de comando de acordo com a hierarquia vieram de um contexto de profundas transformações sociais, políticas, são analógicos e lineares. Um contraste e tanto com seres apolíticos, tecnológicos, digitais, multi-individualistas e multilineares. Contudo ela afirma na entrevista a seguir que é possível conciliar os perfis.

Para Simoni, a competitividade passou a ser vista em duas dimensões: necessidades competitivas e vantagens competitivas. Isso acarreta  mudanças constantes nas relações de trabalho.

A especialista também afirma que além de todas as atribuições técnicas, o profissional de hoje deve ter um bom relacionamento interpessoal para alcançar o sucesso.

As gerações antigas têm grande espaço no mercado de trabalho, mas precisam de atualização e qualificação constante.

Sobre as novas tecnologias, a especialista esclarece que elas possibilitam que os horários de trabalho não sejam tão rígidos, pois é possível trabalhar em casa, por exemplo.

Ela ainda explica que as duas gerações tem algo a acrescentar quando reunidas. Os mais jovens  são mais adeptos às novas tecnologias e tem vontade de trabalhar, contudo a falta de experiência pode ser suprida nas empresas pela presença de profissionais das antigas gerações.

O que é a Geração Y

Nos últimos anos, um termo ganhou bastante popularidade. Se o profissional for ligado a  internet, mídias sociais ou se interessa por assuntos do universo corporativo é considerado da  “Geração Y”.

Esta expressão é válida para classificar aqueles que nasceram 1978 e 1990 e cresceram em meio a tecnologia, desfrutando de todas as formas de mídia de forma simultânea. Uma geração caracterizada como antenada, íntimos da tecnologia, impulsivos, impacientes, ansiosos e multitarefa

Eles sao considerados um publico em  potencial entre consumidores e estão ingressando no mercado de trabalho. A presença deles foi o bastante para operar mudanças e também a possibilidade de sérios conflitos, entre as gerações.

Texto: Julia Finamor

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