Alex Douglas perto das Paraolimpíadas de 2012

Alex Douglas Pires da Silva, 22 anos, é deficiente físico e atleta. Começou a praticar atletismo como brincadeira, após tentar jogar futebol. Natural de Sapiranga, o rapaz conheceu o atletismo ao se interessar por corridas rústicas, ou seja, rurais. Diante do desempenho alcançado, resolveu investir no esporte. Agora, o atleta quer confirmar sua participação nas Paraolimpíadas de Londres deste ano.

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No início da carreira, com os resultados positivos, amigos e familiares o aconselharam a participar de provas oficiais para ganhar destaque e visibilidade e chegar à seleção paraolímpica. Alex nasceu com o braço esquerdo mais curto que o direito. Assim está incluído na categoria T46, para atletas amputados ou com má formação congênita.

Veja entrevista em vídeo com o atleta:

Atualmente, o maratonista mora em Porto Alegre, nos alojamentos para atletas da Sociedade Ginástica de Porto Alegre (Sogipa), onde treina todos os dias, em dois turnos. “Eu gosto de morar em cidade grande, é bem melhor treinar aqui, pois não pratico a atividade física sozinho. Apesar de o atletismo ser um esporte individual, é muito motivador poder treinar com outras pessoas”, conta.

Alex revela que uma das maiores dificuldades de qualquer atleta é conseguir um patrocinador, objetivo que também almeja. “Muitos atletas com potencial desistem de competir por falta de apoio. No meu caso, como pratico atletismo é ainda mais difícil, pois as empresas não querem patrocinar um único atleta, diferentemente do que ocorre no futebol, em que 11 jogadores divulgam a mesma marca,” desabafa.

Fã dos atletas Vanderlei Cordeiro de Lima, Marílson dos Santos e Paul Tergat, o maratonista relata uma situação constrangedora que é comum no seu dia a dia. “Como minha deficiência não é muito visível, principalmente quando estou com algum tipo de agasalho, já passei por situações como estar sentado em bancos reservados para deficientes físicos e me pediram para sair.”

O atleta, que ano passado foi líder do ranking brasileiro de 1500 metros rasos na categoria T46, já conseguiu alcançar o índice exigido para os Jogos Paraolímpicos, ainda no mês de abril, e agora aguarda a convocação do Comitê Paraolímpico Brasileiro para poder embarcar para Londres. “O meu sonho é estar nas paraolimpíadas e quem sabe daqui a um tempo ser recordista mundial”, revela.

Na próxima semana não perca a reportagem realizada com o jogador de basquete e deficiente físico Luiz Portinho.

Texto: Karine Flores (1º semestre)

Fotos: Janaína Marques (3º semestre)

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