Boinas Azuis recordam Batalhão de Suez

A missão deles era manter a paz na área do Canal de Suez. Com este objetivo, soldados brasileiros integraram a primeira força de paz das Nações Unidas em 1959, 1963 e 1967. O pelotão, conhecido como Boinas Azuis de 1963, completa 50 anos em julho. A data é lembrada em reportagem que vai ao ar a partir de sexta-feira, 3 de maio, no canal 15 da NET.

A matéria sobre as forças de manutenção da paz das Nações Unidas também é apresentada em vídeo logo abaixo, reunindo entrevistas com soldados, hoje cidadãos aposentados. Os integrantes da missão recordam como foram recepcionados na região do Canal de Suez, nacionalizada em 1956 pelo então presidente do Egito Gamal Nasser, o que provocou uma reação dos governos francês, inglês e israelense contra o Egito. Com isso, Nasser solicitou uma força de paz, a primeira da história das Nações Unidas. Os brasileiros enviaram tropas para três delas, de 1959,1963 e 1967.

A reportagem que está na internet e no canal 15 destaca a ameaça de um conflito entre os países e o grupo de jovens brasileiros que viaja em busca de aventura entre as décadas de 1950 e 1960. O pano de fundo da reportagem é a ameaça do conflito no Oriente Médio e a nova realidade geopolítica que transforma a região em um barril de pólvora. A patrulha dos soldados brasileiros era a última esperança para a paz ser respeitada.

Texto: Laísa Mendes Silva (3º semestre)
Video: Augusto Lerner (2º semestre), Flavia Carboni (3º semestre), Renata Ramos (3º semestre)

2 comentários

  • richard
    5:48

    poisé meu pai fez parte desses caras, os boinas azul em suez, ele tem altas fotos, mas até não conseguiu se aposentar por ela, só se aposentou por idade que sujeira heim, e devem uma multa

  • Meu pai fez parte da Força de Paz em Suez. À época,era Cabo Paraquedista do Exército Brasileiro. Seu nome : João Ignácio Ferreira, mineiro da cidade de Patos de Minas, nascido em 11.11.1935 e falecido em 08.08.1975, vítima de acidente automobilístico, em Vitória-ES. Nesta ápoca, ele era Agente da Polícia Federal, anteriormente lotado e residente em Brasília, desde o início da década de 1960. Até hoje, minha família guarda, intactos, sua gandola e sua boina azul, assim como, várias fotografias registradas no oriente médio, em atividades esportivas e de labor. Gostaria muito de receber algum documento, mesmo que comemorativo, da participação de meu saudoso pai nessa nobre missão. Será que eu conseguiria o diploma do Prêmio Nobel da Paz, concedido aos demais integrantes? Seria motivo de muito orgulho para mim e minha família. Sou Policial Civil do Estado do Rio de Janeiro há dezesseis anos e ex-Policial Militar e Agente de Segurança Penitenciária, prestes a me aposentar. Emocionei-se com as entrevistas com os integrantes da Força. Grandes heróis! Muito me honraria ser contactado pela Associação. Um grande abraço!

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