Carros elétricos e híbridos: alternativa sustentável

O uso de carros elétricos e híbridos no Brasil ainda é escasso, mas decisões do governo podem mudar o rumo do mercado

  • Por: Helena Duarte (1º semestre) | Foto: Jonas Melgare (4º semestre) | 11/06/2018 | 0

O mercado de carros elétricos no Brasil está ainda começa a acelerar. Mesmo que estes veículos sejam uma forma de reduzir a emissão de gases nocivos ao meio ambiente e auxilie no combate a poluição, a baixa autonomia e o alto custo dos automóveis no mercado brasileiro vem desestimulando aqueles que buscam maneiras mais sustentáveis de se locomover.

De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e o Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam), de 2012 até abril de 2018, o Brasil emplacou 7.956 veículos elétricos ou híbridos. Além disso, em 2016 foram emplacados 1.091 veículos elétricos. No ano seguinte, esse número subiu para 3.296, com um crescimento de 202%. No entanto, circulam atualmente no Brasil pouco mais de 8 mil automóveis elétricos.

O Dia Mundial do Meio Ambiente, 5 de junho, tem como iniciativa fomentar a reflexão sobre assuntos que possam auxiliar na prevenção do planeta. Com isso, a utilização de carros elétricos e híbridos vem sendo considerada  uma saída viável para diminuir os problemas ambientais, já que não usam combustíveis fósseis. Entretanto, os poucos VEs comercializados no Brasil têm um custo muito elevado. Para isso, o mercado brasileiro está esperando uma decisão do governo federal de reduzir o IPI dos veículos elétricos de 25% (elétricos puros) e 13% (híbridos) para 7%, no plano do novo regime automotivo “Rota 2030”.

Atualmente alguns dos carros comercializados destas categorias são o Toyota Prius, Porsche Cayenne, Ford Fusion, híbridos, e o BMW i3, elétrico. Com essa possível regulamentação, outras empresas, como Renault, Hyundai, Volkswagen, Nissan e Chevrolet, irão anunciar novos veículos elétricos e híbridos a partir de 2019 Tal.

Em Porto Alegre, a primeira estação de recarga de carros elétricos ou híbridos através de energia solar foi instalada no estacionamento externo do Shopping Total, em outubro de 2016. Essa iniciativa partiu da Zona de Inovação Sustentável de Porto Alegre – Zispoa, em parceria com o governo da Suécia. Segundo o supervisor do estacionamento do shopping, Luiz Ricardo de Souza, nenhuma pessoa utilizou a estação para recarregar seu veículo desde que foi instalada.

Estação de recarga localizada no Shopping Total

No posto de combustível Pegasus Ipiranga, localizado na avenida Ipiranga nº 2495, foi instalado uma estação de recarga há seis meses. Esse empreendimento foi uma parceria dos postos Ipiranga com a BMW. O gerente do posto informou que nenhum veículo apareceu no local para ser recarregado.

A grande dependência de combustíveis fósseis, como gasolina, diesel e etanol, preocupa quem  utiliza estes recursos para se locomover, provocando uma mudança de hábitos. O professor e pesquisador de mídias digitais da PUCRS Eduardo Pellanda tem um Toyota Prius de 4ª Geração (híbrido) e já teve uma BMW i3 (elétrico). Ele conta que decidiu investir em veículos movidos a energia elétrica, pois “não podemos mais contribuir para o aquecimento global”. Além disso, Eduardo ressaltou que  se preocupa com a poluição sonora.

Normalmente, o investimento que se faz para comprar um carro elétrico ou híbrido é elevado. Porém, a longo prazo os resultados começam a aparecer. Segundo Eduardo, ele carregava o veículo no próprio condomínio e pagava 10 reais para cada 100 km rodados. Atualmente, o valor do kWh é em média 0,50 centavos, de acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Assim, Eduardo usava 20 kWh para circular 100 km. Já um carro que utiliza gasolina e faz em média 12 km/L, com um valor de gasolina a R$ 4,75/L, gasta em média 40 reais para rodar 100 km.

Ele conclui: “em dois anos, deixei de emitir mais de duas toneladas de CO2 na atmosfera.”

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