Comunicação do TRF4 atenta à logística e ao conteúdo divulgado

Planejamento, união de diversos setores e infraestrutura, os bastidores do trabalho da assessoria de comunicação no julgamento da apelação do ex-presidente Lula na capital gaúcha

  • Por: Flávia Pereira (2° semestre) e Mariana Gomes (4° semestre) | Foto: Divulgação/TRF4 | 23/04/2018 | 0

Para oferecer uma boa estrutura aos veículos de comunicação, garantir o acesso de todos, mídias tradicionais e alternativas, às informações de maneira clara e que o conteúdo jurídico fosse traduzido adequadamente ao público, o Tribunal Regional da 4° Região (TRF4) organizou, em Porto Alegre, um grande esquema de apoio aos profissionais de imprensa que acompanharam o julgamento da apelação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 24 de janeiro deste ano.

Na recepção aos veículos nacionais e internacionais que marcaram presença na cobertura, a assessoria de comunicação do TRF4 trabalhou em conjunto com outros setores do tribunal ao longo do mês com o intuito de montar a estrutura. A assessora de comunicação do TRF4, Analice Bolzan, explica que papel da assessoria de imprensa que presta serviço público é traduzir o conteúdo jurídico para que as pessoas entendam. Ela coordenou uma equipe com cinco jornalistas, duas estagiárias, uma equipe de tv contratada como terceirizada para prestar serviços, uma produtora, um repórter, um cinegrafista e um editor. O grupo contou com o apoio de um jornalista e um publicitário da Justiça Federal do primeiro grau. Eles formaram a equipe do tribunal responsável por atender os jornalistas e produzir conteúdos para o portal do TRF4.

Com essa etapa da Lava-Jato em Porto Alegre, julgamentos da apelação do ex-deputado Eduardo Cunha e do ex-ministro José Dirceu, salas de imprensa e sistema de credenciamento começaram a ser pensados no tribunal de Porto Alegre, sede do TRF Região Sul (quarta região). De acordo com Analice, “foi uma ação conjunta com a segurança e a tecnologia de informação, fundamentais para a criação do sistema de credenciamento”.

Desde o início a assessoria tinha conhecimento que aquele ensolarado e quente 24 de janeiro seria um dia puxado. Analice chegou ao tribunal à 5 h, final da madrugada, e retornou meia noite para casa. Além de organizar o julgamento, a assessoria produziu seu próprio conteúdo para o portal do TRF4, fotografias para o flickr, com imagens simultâneas do julgamento, matérias para o portal Intranet e para o programa Via Legal, da TV Cultura. Durante a cobertura do julgamento, resumos eram enviados, através do grupo do Whatsapp Lava-Jato TRF4, para o mailling da assessoria. Conforme Analice, “a imprensa mesmo publicando seu conteúdo, iria se pautar pela fonte oficial”.

Unidades móveis de canais de imprensa estacionados no lado de foro do TRF4. Foto: Divulgação/TRF4

Foram disponibilizados três tipos de credenciamento para a imprensa, o primeiro para acompanhar a sessão: em uma sala de imprensa dentro do tribunal com um telão para acompanhar a transmissão do julgamento, um segundo para área externa e o terceiro para área técnica, com limite de dois credenciais por veículo. A limitação de credenciais ocorreu devido aos espaços físicos do tribunal. Os jornalistas preenchiam um cadastro on-line com a sua documentação e, após confirmado, eles recebiam via e-mail um código QRcode para imprimir. Ao chegar nas proximidades do TRF4 tendas estavam dispostas para a verificação do código e, assim, o profissional recebia as credenciais oficiais, tanto para quem ficava na parte interna quanto na externa.

A cobertura do julgamento do ex-presidente Lula contou com a presença de cerca de 300 jornalistas nas áreas internas e externas do tribunal. Jornal O Globo, Carta Capital, Metrópoles, BBC, Brasil 247 foram algumas mídias que estiveram no TRF4 para a realização da cobertura. Até poucos dias antes do julgamento, a sessão só poderia ser acompanhada por jornalistas na sala de imprensa do tribunal. As sessões de julgamento

que ocorrem no tribunal são transmitidas pelo canal Tela TRF4 via streaming, exceto as criminais, quando os desembargadores podem optar ou não pela transmissão. Se essa acontecesse via streaming, segundo Analice, seria uma temeridade e a conexão cairia no primeiro minuto. Frente ao interesse público, a sessão foi transmitida via Youtube pelo canal do TRF4 e todos os interessados puderam acompanhar em tempo real o julgamento.

Sobre falhas durante a organização da cobertura de imprensa, Analice argumenta que tudo funcionou como o planejado, mas admite que melhorias são sempre possíveis. Ela classifica como gratificante o retorno positivo dos colegas jornalistas.

Deixe um comentário