Costura é mercado de oportunidades

Danuza Felini Maier, 28 anos, e Gabriela Carolo, 18, começaram a trabalhar com 14 anos. Danuza produzia em casa os acessórios que usava, como pulseiras e colares. Gabriela costurava pequenas bolsas, que dava de presente às amigas. Hoje as duas têm seu próprio negócio e planos futuros para seguir e ampliar o trabalho na área de moda.

Outro ponto em comum entre as jovens empresárias é a dificuldade em encontrar mão de obra para auxiliar na confecção dos produtos. As duas dependem de terceiros para atender a demanda de produção, e o principal entrave é conseguir profissionais qualificados para o serviço.

As duas buscaram a especialização técnica para atuar na área de costura. A grande dificuldade do setor hoje é aliar a disponibilidade de mão de obra com profissionais preparados para este mercado. Dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) apontam que atualmente o déficit nacional de profissionais para a área da costura é de 250 mil pessoas.

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), que oferece na Capital gaúcha os cursos de Costura Industrial Básica e Costura Intermediária, acompanha o estudante desde a sua formação até o desempenho quando empregado. O sistema indica que 81,3% dos alunos conseguem emprego na área antes mesmo de formados.

Proposta inovadora no interior

Danuza Maier foto: Bruna Suptitz
Criar peças diversificadas é o principal objetivo de Danuza

Danuza Maier há seis é empresária. Sua loja, no centro de Tapejara (RS), a 345 km de Porto Alegre, oferece ao cliente uma proposta diferenciada de pensar a moda. O gosto pelo trabalho de costura surgiu na adolescência. Danuza cursou Produção de Vestuário e tinha a ideia de abrir uma loja que não seguisse o padrão das demais. “Eu queria fazer algo mais voltado para a exclusividade, peças sob medida”, comenta.

Com o tempo, a demanda de vestuário cresceu e, com isso, Danuza decidiu rever seu foco de atuação. Ela prefere hoje produzir uma linha de roupas que fuja do comum e ser referência em moda, o que busca com a confecção do catálogo da marca, que tem duas edições anuais. Suas peças estão presentes hoje em outras partes do estado e o projeto para os próximos anos é ampliar o espaço físico da loja e setorizar a venda.

Costureira por opção

Aos oito anos de idade, a porto-alegrense Gabriela Carolo viu uma máquina de costura e se encantou com aquele processo. Um tempo depois, decidiu que queria trabalhar com isso. Foram três empregos diferentes em dois anos, onde aprendeu a costurar, fazer reformas e também a administrar as contas de uma empresa. Agora, com 18 anos, Gabriela já é dona do próprio negócio, e o aperfeiçoamento profissional ela busca em cursos do Senai.

Gabriela Carolo foto: Bruna Suptitz
Gabriela em seu ateliê, no centro de Porto Alegre

As peças que produz são revendidas na feira de artesanato do Brique da Redenção e em algumas lojas da Capital. “Eu trabalho para atender a necessidade do meu cliente. A pessoa me dá um problema e eu dou a solução”, conta Gabriela, que por muitas vezes precisa terceirizar a produção. Para o futuro, o plano é contratar uma auxiliar e seguir trabalhando com costura.

Texto e fotos: Bruna Fernanda Suptitz (6° semestre)

2 comentários

  • Admiro muito o trabalho da Gabriela e agora tive a oportunidade de conhecer mais uma jovem empresária . Parabéns meninas . Eu sempre gostei de artesanato e sou colega de feira de gabriela . Sucesso . Beijos Jussara

  • Fico admirada com o setor produtivo na industria texti.
    Falta de m. de obra de costura no mercado e mesmo assim somos desvalorizados , o último da cadeia produtiva,sendo que deveriamos ser os primeiros. Por isso existem poucas empresas de prestação de serviço,muito trabalho e pouco lucro. Não falta não qualificação… falta respeito.
    Os empresários diminuem os preços das peças para as oficinas ,visando maiores lucros em cima das oficinas de pequeno porte. As oficinas ganham pra sobreviver ou pagar colaboradores. A importância está nos designer de moda, no empresário nos modelitos e não quem esta atras dos bastidores. Com este cenário ninguem quer ser mais costureira(o).
    Isso tem que mudar !!!!!

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