Entrevista com Cláudio Vieira, blogueiro ativo do projeto Adote Um Vereador

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Editorial J: Qual o critério utilizado para a escolha dos políticos adotados?

Cláudio Vieira: Não existe um critério definido para a adoção. O mais importante é o olhar crítico que o padrinho faz sobre o mandato do adotado e o registro de tudo aquilo que o vereador faz ou não e que sai na mídia em um blog. Tudo servirá de pesquisa para outros eleitores em futuras eleições, uma vez que todos esses dados ficarão eternizados na internet. No meu caso, adotei o vereador Marco Aurélio Cunha por não ser um político “profissional”, ou seja, era seu primeiro mandato público.

EJ: Já se deparou com alguma mudança na conduta dos vereadores adotados, em sua totalidade?

Vieira: Sim. Os vereadores sabem que seus mandatos estão sendo avaliados por cidadãos comuns e preferem observar melhor essa novidade. Muitas vezes convidam seus “padrinhos” para mostrarem melhor o trabalho em seus gabinetes, coisa que há muito pouco tempo seria inimaginável. Com a rede de blogs na internet, podemos registrar tudo que sai na mídia sobre o adotado, sob uma perspectiva crítica e com opinião. Por esse motivo, os próprios vereadores procuram se orientar através dos blogs, e demonstram uma mudança para melhor.

EJ: O projeto continuará mesmo com o término do mandato desses vereadores?

Vieira: Sim. Ao término desses mandatos, estes vereadores continuarão adotados e os próximos poderão ser também. Formamos, dessa forma, uma rede de cidadania na web a qual chamamos de Rede Adote Um Vereador.

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Texto: Dimitria Prochnow (1º semestre)

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