Entrevista: Luiz Caldas Milano Junior, conselheiro do Internacional

Luiz Caldas Milano Junior
Profissão: Empresário
Idade: 32 anos
Grupo Político: Ainda não temos nome definido
Conselheiro do Esporte Clube Internacional

O que fez você entrar no mundo político de seu clube? 

O que me fez entrar foi a possibilidade de fazer parte da vida ativa do Clube, ajudando-o a ser um Clube melhor continuadamente. Torcedores todos somos, mas trabalhar em prol do Clube é algo que sempre me atraiu.

Quais as ideias e aspirações que chamaram tua atenção para começaram a atuar nessa área?

Muitas. A ideia de profissionalizar o Clube, a possibilidade de fazer parte de algo que mexe com a paixão das pessoas, quebrar paradigmas existentes dentro do meio do futebol, etc. Tenho a aspiração de ser Presidente do Inter um dia, sempre tive. Mas essa aspiração está muito bem posta dentro da minha rotina de vida. Não é pra agora, é algo para o futuro. Sei que é para poucos, mas vai que eu seja um desses sortudos a um dia ser Presidente do Clube que ama. Porém, ninguém chega a esse posto sozinho, sei que terei que ter ao meu lado pessoas qualificadas e de bem. Tenho muito a aprender do Clube ainda, e não tenho pressa.

Tem espaço para gente nova na politica dos clubes?

Tem que ter. O Inter é o que é hoje, a meu ver, por ter se democratizado no fim da década de 90. Isso possibilitou que pessoas comuns (meu caso) pudessem participar da vida política do Clube. Basta o sócio montar uma Chapa para o Conselho Deliberativo e participar. Foi o que fizemos em 2008 pelo extinto Movimento INTERnet/BV. Gente nova na política do Clube faz com que as ideias se renovem, que a oxigenação aconteça e que o Clube seja o maior beneficiado disso. Renovação tem que ser constante. Ajudar o Clube é muito mais importante do que ser Conselheiro.

Fale um pouco sobre o seu grupo politico: quais os projetos, ideias?

É um grupo novo, ainda não foi lançado oficialmente, então não posso revelar maiores detalhes ainda, apesar de querer. Mas te digo que estamos quebrando alguns paradigmas no que tange à forma de enxergar o Clube. O desafio será grande, mas tenho convicção de que estamos no caminho certo.

É dificil atuar dentro dos conselhos? Quais as principais dificuldades?

É muito difícil atuar dentro do CD. O conselheiro, muitas vezes, fica de mãos atadas. As pessoas precisam entender que o CD é uma coisa, a gestão do Clube é outra. No CD, por exemplo, não se fala de futebol, é um tabu existente que penso ser errado. Se a atividade fim do Clube é o futebol, o CD deveria falar e muito de futebol, pois é ali que estão os futuros dirigentes. Uma outra dificuldade existente se dá pelo fato de termos muitos grupos dentro do Conselho. Isso faz com que muitas vezes os conselheiros votem de acordo com o “partido” ao invés de votarem com suas convicções. Em suma, as dificuldades são muitas, mas temos que trabalhar para fortalecer o CD como um todo. Em contrapartida, o Conselho terá que se valorizar para ter um papel fundamental nas grandes decisões que ocorrem no dia a dia do Inter. É um desafio e tanto.

Para encerrar, qual a ideia, pensamento, ideologia que rege você ou seu grupo?

A ideia que me rege é a do futebol total. E quando se fala em futebol total, automaticamente nos vêm à mente a seleção brasileira do Tri, a Holanda de Cruiff e o Barcelona de Messi e Guardiola. Mas além disso, temos que profissionalizar de vez nossos Clubes. Dificuldades existem, paradigmas precisam ser quebrados, e é por isso que vejo em um futuro não tão distante o Inter na vanguarda não só em termos de gestão, mas em termos de futebol. Precisamos sair na frente dos demais para obtermos êxito. Sobre o meu grupo, conforme informei antes, ainda não posso revelar qual a nossa ideologia, mas vai ao encontro do que eu penso, tanto que estamos montando algo novo em termos de Projeto para o Clube. Em breve todos saberão.

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