Governo e Comitê Organizador Local da Copa de 2014 preparam estratégia de segurança

CONSESP se reúne em Brasília para discutir a segurança na Copa de 2014
CONSESP se reúne em Brasília para discutir a segurança na Copa de 2014.

No dia 30 de agosto, através do Diário Oficial da União, o governo federal detalhou o planejamento estratégico de segurança para a Copa do Mundo. A prioridade está na prevenção de ameaças externas, proteção de portos, aeroportos e fronteiras.

Num encontro que reuniu o Colégio Nacional dos Secretários de Segurança Pública (CONSESP) no dia 19 de outubro de 2012, Hilário Medeiros, Gerente Geral de Segurança do Comitê Organizador Local (COL), apresentou a proposta para segurança do órgão para representantes de todos os Estados do país no painel “Segurança na Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014”. Medeiros abordou as principais ações a serem adotadas durante os jogos, com destaque para o papel do poder público e da iniciativa privada na promoção da segurança durante a competição. “O COL disciplina as ações de segurança privada e apresenta o modelo que deseja para o torneio, estabelecendo parceria com os órgãos de segurança pública”, acrescentou.

Conforme o plano divulgado, as responsabilidades serão compartilhadas com estados e municípios, salientando a necessidade de monitoramento dos espaços aéreo, terrestre e marítimo – o que ficará a cargo das Forças Armadas. A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) vai coordenar o monitoramento das rotinas das cidades e a Polícia Federal contará com a ajuda da Interpol. Há, também, orientação para todos os órgãos de segurança desenvolverem ações voltadas à identificação e contenção de ameaças cibernéticas.

Porém, as preocupações com a Copa do Mundo de 2014 se voltam principalmente para a ocorrência de surpresas envolvendo o crime organizado, as torcidas violentas do Brasil e do exterior, além da exploração sexual de crianças e adolescentes, assim como ameaças terroristas e insegurança nas regiões de fronteira. O Brasil tem fronteira com dez países, em mais de 15 mil quilômetros.

O governo federal não poupa esforços e recursos para tornar a Copa de 2014 segura para turistas e participantes. Ao todo, o plano de segurança para o evento prevê o investimento de R$ 1,17 bilhão, dividido em 15 áreas temáticas – sendo 75% destinado para aquisição de equipamentos e investimentos em tecnologia e 25% para o custeio de todo sistema – segundo dados da Secretaria Extraordinária para Segurança de Grandes Eventos (SESGE), do Ministério da Justiça.

A estratégia consiste na implantação de 14 centros de comando e controle. Dois chamados “nacionais”, em Brasília e no Rio de Janeiro, e 12 nas nove demais cidades sede dos jogos. Todos equipados com tecnologia de ponta e conectados entre si para dar suporte tecnológico e de telecomunicações às forças policiais e aos agentes de segurança privados que atuarão durante a Copa. A intenção do governo federal é repassar os equipamentos comprados pela secretaria extraordinária aos estados. O secretário extraordinário de Segurança para Grandes Eventos, Valdinho Jacinto Caetano, ressalta: “O que se quer é deixar para a população, depois da Copa, um legado na forma de atuar do setor de segurança pública. O que fica é justamente a integração entre os estados.”

O dirigente do COL se mostrou confiante quanto à capacidade do Brasil em oferecer serviços de qualidade. “O país possui tradição no evento futebol, com estádios cheios praticamente todos os finais de semana. O que muda um pouco é a operação para Copa do Mundo, onde haverá uma mobilidade diferente e regras específicas para os estádios, locais das fan fest e centros de treinamento, o que já vem sendo discutido tanto em âmbito federal quanto nos estados que irão sediar os jogos”, afirma.

Para o presidente do CONSESP, secretário Wantuir Jacini (MS), trata-se de uma questão de sintonia de projetos e ações. “Estamos confiantes, uma vez que o país vem acumulando experiência na organização de grandes eventos na última década. Nos 12 estados onde haverá jogos, as secretarias estão voltadas para o planejamento estratégico e executivo das ações na área da segurança de forma integrada”, frisou o secretário.

Texto e foto: Claiton da Silva (8º semestre)

Deixe um comentário