Grupo leva alegria para hospitais da capital

A ONG Doutorzinhos trabalha há seis anos levando alegria, amor e carinho aos pacientes de hospitais. Os voluntários, que se vestem de palhaços, atuam oferecendo palavras de conforto, ouvindo e contando histórias, e fazendo muitas brincadeiras.

O grupo atua na Santa Casa e hospitais Santo Antônio e São Lucas, além da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD). Todos os palhaços que fazem parte do grupo são voluntários e atuam exclusivamente nestes locais.

Para ser um doutorzinho é preciso participar de uma capacitação e passar no processo seletivo. Posteriormente é necessário arcar com os custos de caracterização (maquiagem, figurino e adereços), ter disponibilidade de tempo de pelo menos um dia por semana e desejar contribuir positivamente para a melhora dos pacientes, sem sentir pena. A função do palhaço é, apenas, provocar o riso. Para a empresária e voluntária Adriana Temer, a “Doutora Cute Cute”, quem trabalha no projeto recebe mais do que doa. “Não existe nada que compense mais que o retorno de alegria e carinho que ganhamos”, diz.

No mês de setembro, o fundador do grupo, Mauricio Bagarollo, o Dr. “Zinho”, foi homenageado com o Troféu Solidariedade 2012. “Tratou-se de uma surpresa para mim. Eu não trabalho pelo reconhecimento, mas esse prêmio me trouxe muito orgulho”, afirma. A inspiração para a criação do projeto surgiu após assistir ao filme “O amor é contagioso”. Na trama, a história real do estudante de medicina Patch Adams, que trata seus pacientes com métodos pouco convencionais e extremamente carinhosos, é retratada.

Para a paciente do Hospital São Lucas (HSL) Maria Conceição Mencarin, 70, que está em tratamento contra um câncer de pulmão, o trabalho dos Doutorzinhos é raro e muito nobre. “Não quero me abater e eles servem como uma terapia para a gente. O Dr. ‘Zinho’ tem o sorriso mais lindo do hospital”, brinca. O “Doutor”, que faz a alegria de pacientes de todas as idades, carrega para onde vai um Kit de Segundos Socorros, onde constam bolhas de sabão, caixinha de música, truques de mágica, narizes de palhaço e pílulas do riso (pequenos chocolates coloridos), além, é claro, de muitos sorrisos.

Bagarollo conta como uma de suas mais emocionantes experiências o encontro que teve no corredor do HSL com uma desconhecida que chorava compulsivamente. “Fiquei muito tocado com aquela cena, já tinha feito tantas pessoas sorrirem, precisava fazer alguma coisa”, relata. Após olhar o palhaço, a senhora aproximou-se dele e o abraçou por muito tempo. Ela parou de chorar, olhou para Dr. “Zinho” e agradeceu. “Nós trabalhamos para deixar as pessoas melhores. O voluntariado é a minha vida. Não me imagino sem fazer esse trabalho. E como eu sempre digo se não estiver se divertindo, simplesmente não faça”, encerra.

O grupo aceita doações, apoios e patrocínios. Para contribuir basta entrar em contato através do site da ONG, http://www.doutorzinhos.com.br/, ou na página do Facebook, http://www.facebook.com/Doutorzinhos.

Texto: Karine Flores (2º semestre)

1 comentário

  • Mauricio, fundador da ONG Doutorzinhos, meu filho ( com muito orgulho ) e todos os participantes dessa maravilhosa história de amor!!! Amor ao ser humano, muitas vezes esquecendo a própria família, para levar um pouco de carinho e alegria a quem tanto necessita!
    Parabéns a todos. O trabalho de voces é maravilhoso! Voces são iluminados e com certeza contribuem para que cada raio dessa luz, seja direcionado da maneira correta a todos que os rodeiam! Beijos carinhosos a todos voces!!!
    Sueli Perondi

Deixe um comentário