História feita de conflitos e golpes

A história do Paraguai é repleta de reviravoltas políticas. O país tornou-se independente em 1811 e, três anos depois, passou por um governo de regime ditatorial que durou 26 anos, com o presidente José Gaspar Rodríguez Francia.

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Neste período, o Paraguai não manteve relações diplomáticas com nenhum outro país, não permitindo que ninguém saísse ou entrasse do território. Em seu regime, Francia promoveu o desenvolvimento de manufaturas e a autossuficiência agrícola, como forma de evitar o comércio exterior.

Com a morte de Francia, em 1840, Carlos Antonio López assumiu a presidência, posto este que ocupou por 22 anos. López abandonou o isolamento e iniciou um amplo processo de industrialização, com investimento em educação e infraestrutura.

Este desenvolvimento, porém, implicou em desentendimentos diplomáticos entre os vizinhos Brasil e Argentina, como barreiras econômicas do lado portenho, por exemplo. López fortaleceu o exército para que seu filho Francisco Solano López pudesse desfrutar de total poderio ao assumir o governo em 1862.

Com o poder militar fortalecido, Solano López entrou em guerra contra o Brasil, a Argentina e o Uruguai em 1864, em busca de territórios com saída para o mar. Este fato é chamado pelos paraguaios de Guerra da Tríplice Aliança, mais conhecido no Brasil como Guerra do Paraguai. O desenrolar dos conflitos não foram positivos ao país. Em 1870, a guerra acaba com cerca da metade da sua população paraguaia morta, incluindo mulheres e crianças.

O Paraguai passou por outros conflitos, como a Guerra do Chaco (contra a Bolívia), entre 1932 e 1935. No ano seguinte, Rafael Franco liderou a Revolução Febrerista, onde a política populista foi promovida e a reforma agrária iniciada. Um ano depois, em 1937, Franco foi deposto pelos liberais.

Após diversos golpes políticos, em 1954, teve início a ditadura de Alfredo Stroessner, com o apoio do Partido Colorado. Stroessner ficou no poder até fevereiro de 1989, quando um golpe militar, liderado por Andrés Rodríguez, o afastou do cargo e o ditador refugiou-se no Brasil. Rodríguez foi eleito presidente.

Em 2008, a eleição de Fernando Lugo também foi um marco na política paraguaia, por ter quebrado a hegemonia colorada, que durou 61 anos. Ele se tornou presidente com a coalizão partidária Aliança Patriótica para a Mudança (APC), que reuniu partidos de extrema esquerda e de centro-direita.

Texto: Lais Flores (8º semestre)

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