Ilha das Flores: depois que a sessão acabou

O sr. Suzuki plantou um tomate, que foi vendido a um supermercado, comprado por Dona Anete em troca de dinheiro, julgado impróprio para consumo por dona Anete e sua família, jogado no lixo, levado pelo caminhão de lixo à Ilha das Flores, dado como alimento aos porcos, recusado pelos porcos e consumido pela população da ilha.

O final dessa história todos já conhecem: o curta-metragem Ilha das Flores ganhou repercussão no mundo inteiro e deu à Casa de Cinema de Porto Alegre – e ao diretor Jorge Furtado – reconhecimento nacional na área da produção audiovisual.

Em entrevista, Jorge Furtado afirma que os porcos comiam primeiro. Leia.

Mas o que aconteceu com a ilha, os moradores e os porcos? A equipe do Editorial J visitou a Ilha Grande dos Marinheiros, verdadeira locação das gravações do Ilha das Flores, para ouvir o que pensam os “atores” 22 anos após as filmagens. Também ouvimos especialistas em cinema para explicar o funcionamento da narrativa peculiar do filme. A ideia era investigar o legado da obra, tanto social quanto artístico. A fama de Ilha das Flores, o filme, contribuiu para melhorar a vida dos ilhéus? A estética do filme influenciou as produções posteriores do gênero?

A pauta, aparentemente bem simples, provou ter desdobramentos inesperados. O que seria uma reportagem para marcar o aniversário de um filme transformou-se numa discussão sobre os limites entre a realidade e a ficção e a própria definição dessas classificações dentro do cinema. Quando a barreira entre os dois conceitos dentro de uma obra não fica clara, acontecimentos ficcionais podem gerar repercussões no mundo real.

Assista abaixo o resultado desse trabalho na reportagem Ilha das Flores: depois que a sessão acabou.

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