Maioria em Fórum da Liberdade não vê saída de Dilma como golpe

  • Por: Bibiana Garcez (5º semestre) | 14/04/2016 | 0

Organizado para debater ideias políticas e econômicas, o Fórum da Liberdade costuma reunir painelistas e públicos mais sensíveis ao pensamento liberal. Para sondar o que pensam os seus participantes sobre o atual cenário político do Brasil, o Editorial J aplicou uma enquete a 324 pessoas. Um dos resultados mais expressivos, embora previsível: para 86,7% dos entrevistados, o impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT) não pode ser visto como golpe.

Outra fato revelado pelo levantamento: 59,3% declararam ter participado de atos que pedem a saída da presidenta. Um terço dos consultados ainda revelou não ter participado de nenhum tipo de protesto. A amostra também analisou o perfil eleitoral do público. Coerente com a tendência liberal da plateia, 69,1% disseram ter votado no candidato Aécio Neves (PSDB). Apenas 7,7% admitiram ter optado por Dilma. O percentual contrasta com o resultado equilibrado das urnas em 2014: Dilma reuniu 51,64% dos votos dos brasileiros, enquanto Aécio (PSDB), 48,36%.

Questionados sobre em quem votariam caso as eleições fossem hoje, 46,6% dos entrevistados escolheram a opção “Nenhum ou outro”, mostrando uma desconfiança do público com a classe política. O juiz Sérgio Moro receberia 22,5% dos votos, caso fosse candidato. Isso representa pouco mais que o dobro das pretensões de voto em Aécio. Jair Bolsonaro (PSC-RJ), polêmico por opiniões preconceituosas, ainda teria mais votos que o candidato do PSDB, com 10,8%. O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa teria 3,4% dos votos. Marina Silva (Rede) e Lula (PT) somam, respectivamente, 4% e 3,1%. Confira nos gráficos abaixo as opiniões políticas do público:

O evento aconteceu nos dias 11 e 12 de abril, no Centro de Eventos da PUCRS. Os números oficiais de inscritos da organização do evento ainda não foram divulgados. Contudo, estima-se que tenha reunido cerca de 4 mil pessoas. O público, em sua maioria, é composto por homens, de 20 a 29 anos, com ensino superior completo ou incompleto. As classes A e B têm destaque – 27,8% tem renda familiar superior a 20 salários mínimos, que somam R$ 17,6 mil. Confira nos gráficos abaixo o perfil dos entrevistados:

Colaboraram Angelo Werner, Annie Castro, Aristoteles Junior, Fabiana Bonugli, Kamylla Lemos, Sofia Lungui e Vitória Miranda.