Presidente da EPTC defende compra de bicicletas por R$ 2.390 a unidade

Ao anunciar, em maio, a aquisição de 16 bicicletas para ações de educação e fiscalização do trânsito ao custo total de R$ 38.240,00, a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) foi alvo de diversas críticas, em especial nas redes sociais. O Editorial J apurou que a Polícia Militar (PM) de São Paulo comprou bicicletas de valor 40% mais baixo do que a EPTC, para realizar serviço semelhante. Já a Brigada Militar (BM) gaúcha adquiriu 18 bicicletas ao preço de R$450 cada, menos de 20% do valor pago pela EPTC, que foi de R$ 2.390.

Agora, através da Lei de Acesso à Informação, o Editorial J obteve junto à Brigada Militar do Rio Grande do Sul os valores e as peças que compõem os veículos, ainda em processo de distribuição para emprego no patrulhamento ostensivo.

Em novembro de 2011, a Brigada Militar (BM) adquiriu da empresa Juana Mara Vieira 18 bicicletas ao preço de R$450 cada, menos de 20% do valor pago pela Empresa Pública de Transportes e Circulação (EPTC) à A.F. de Albuquerque, em maio de 2012, por 16 veículos destinados à fiscalização do trânsito na capital.

Vanderlei Capellari, presidente da EPTC, explica que o custo se deve à customização de equipamentos. “Um grupo de trabalho composto por médicos e agentes da EPTC fez uma análise completa daquilo que era necessário para realizar a fiscalização do trânsito com bicicletas”, afirma.

A qualidade das bicicletas da Brigada Militar é questionada por Capellari: “Não conheço a bicicleta, mas R$450 é valor de bicicleta de hipermercado. As nossas são pensadas para um uso de seis horas diárias por agente.”

Capellari ressalta ainda que o valor inicialmente proposto era maior, mas foi descartado. “Buscamos novos materiais, outras alternativas. Consideramos o preço muito alto”, observa.

As críticas que surgiram contra o valor da compra, considerado alto por muitos, são minimizadas pelo presidente da EPTC: “Houve uma repercussão distorcida. Quando ocorreu um aprofundamento, viu-se que as bicicletas estavam, inclusive, abaixo do preço do mercado”, observa.

Os equipamentos, segundo Vanderlei Capellari, já podem ser vistos pelas ruas de Porto Alegre e têm deixado os agentes da EPTC muito satisfeitos. “Antes, eles se queixavam de um desgaste maior. Com esses novos veículos, é mais estimulante realizar a fiscalização do trânsito.”

Compare abaixo as especificações de cada lote de bicletas:

EPTC Brigada
  1. COR: Branca
  2. QUADRO: Quadro em alumínio 6065 mountain Bike
  3. SUSPENSÃO DIANTEIRA: Garfo suspensão com no mínimo 80mm ou mais de curso
  4. GUIDON: Alumínio curvo 45º MTB
  5. MOVIMENTO DE DIREÇÃO: Ahead set over.
  6. MANOPLA: Gel preto ergonômico
  7. PEDIVELA: Triplo alumínio (referência Shimano Tourney)
  8. CORRENTE: Index 21/24S 1500 Kg/força
  9. FREIO DIANTEIRO/TRASEIRO: Alum V-break com mola externa
  10. PEDAL: Pedal Alum MTB.
  11. BAR END: Alumínio curvo anodizado ergonômico
  12. CUBO DIANTEIRO: Alumínio com blocagem
  13. CUBO TRASEIRO: Alumínio com blocagem e K7
  14. AROS: Alumínio, parede dupla
  15. RAIOS: Aço inoxidável
  16. PROTEÇÃO ANTIFURO: Fita antifuro interna para câmaras
  17. PNEUS: 26″ – Slick misto
  18. SELIM: Selim anatômico vazado revestido com gel
  19. CANOTE DO SELIM: Alumínio com mesa
  20. BRAÇADEIRA DO SELIM: Alumínio com blocagem
  21. ALAVANCA DE FREIO/CÂMBIO: Rapid Fire 27S (referência Shimano Acera)
  22. CAMBIO DIANTEIRO: Referência Shimano – SIS
  23. CAMBIO TRASEIRO: Referência Shimano Acera
  24. CASSETE / RODA LIVRE: Roda livre 9S Index K7 (Referência Shimano Acera)
  25. N° DE MARCHAS: 27 marchas
  26. TAMANHO: 19″ ou maior
  27. PARA LAMAS: Para lamas nylon MTB
  28. BAGAGEIRO: Bagageiro de aço tubo preto
  29. BAÚ: Rígido
  30. ESPELHO: Espelho com haste metálica
  31. DESCANSO: Tipo central com regulagem alumínio
  32. PORTA GARRAFA: Alumínio preto
  33. LANTERNA TRASEIRA: Pisca com lente vermelha e pilha palito
  34. FAROL DIANTEIRO: Lanterna dianteira 400 Candlepower ou superior
  35. SIRENE: Buzina eletrônica resistente a chuva
  36. REFLETOR DE RODA: Nylon amarel
  37. VELOCÍMETRO: Ciclo computador com 8 funções
  38. CADEADO: Aço 12mm com chave

  1. Quadro de alumínio
  2. Aro 26 duplo em alumínio
  3. Raios de aço inox
  4. Selim largo com duas molas
  5. Pneu semi slick
  6. Movimento central selada
  7. No mínimo 18 marchas
  8. Suspensão dianteira
  9. Canote de alumínio
  10. Bolsa baú
  11. Manete em alumínio
  12. Pedivela triplo em aço revestido com nylon
  13. Pedal em alumínio
  14. Guidão em alumínio
  15. Pintura/grafismos a ser fornecido de acordo com as necessidades do órgão requisitante Brigada Militar

Texto: Caio Venâncio (1º semestre)
Foto: Reprodução Poa Bikers

3 comentários

  • […] preço considerado fora da realidade do mercado. Diante dos questionamentos, o presidente da EPTC veio a público justificar a compra dos equipamentos e os custos […]

    • cleber
      15:29

      Como esse pessoal entende de bike e preços… Por esse vlr unitário, imaginei ser uma bike da GT, KHS, Specialized… Sim, neste vlr se compra Bikes de aro 29, 27 marchas com cj Shimano Acera/Deore ou Sram x7, Suspensão Rock Shox XC28 e freio a disco hidraulico nas duas rodas … Vide por exemplo, a GT Timberline 1.0, que custa exatamente isto.
      Quando vejo esse descritivo do equipamento, digo que se pagar 1600, já ta muito caro…
      Certo esta a brigada, que comprou produto simples, menos equipados, porem mais racional com o dinheiro público.

  • […] preço considerado fora da realidade do mercado. Diante dos questionamentos, o presidente da EPTC veio a público justificar a compra dos equipamentos e os custos […]

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