Viajar é preciso. Como? Você escolhe

Viajar hoje está mais fácil e cômodo, não só pelas possibilidades de linhas aéreas com preços promocionais, pacotes com guia e hotéis com taxas atraentes. Com a internet, o turista detém mais autonomia e possibilidades de escolha, tanto em planejar sua viagem por conta, como também dispor do auxílio de agências especializadas. Cada opção tem seus prós e contras, por isso, depende do tipo de viagem e do turista para se configurar como a melhor escolha. Mas quando é mais viável pegar as malas e sair de forma independente? Ou quando é pertinente acertar um pacote e seguir novos rumos sem estresses repentinos?

Viajar por conta depende muito da intenção do turista, diz Vanessa Buratto, profissional em turismo e diretora de serviços no hotel JW Marriott Mexico City, no México. Quando se viaja em família ou pela primeira vez, é recomendável o auxílio de um agente de viagens, pois esses profissionais estão preparados para recomendar os trajetos mais seguros e primordiais de se conhecer.

Em termos financeiros, ambas são variáveis. Há pacotes que apresentam bons preços devido ao volume de vendas. Para quem organiza seu próprio roteiro, a escolha por hostels e companhias aéreas low cost (operadoras que oferecem passagens a um custo muito mais baixo que outras tradicionais) podem beneficiar e muito no bolso do viajante.

Quem prefere conforto e comodidade, procurar a ajuda de uma agência é praticamente garantir uma viagem tranqüila. Excursões já costumam ter um itinerário pré-estabelecido. Mas para valer a pena, quesitos como entradas dos lugares de visitas, alimentação e transfer, por exemplo, devem ser incluídos. Além disso, as agências procuram sempre ter os melhores contatos de serviços adicionais, hotéis, passagens aéreas, alimentação, passeios turísticos e tramites de visto. “Esses serviços saem mais baratos se comprados separadamente, mas qualquer problema que aconteça, o turista terá que resolvê-lo diretamente com o fornecedor. Quando a agência adquire, ela mesma se encarrega de ajudar o viajante”, explica Vanessa.

Normalmente, quem opta organizar roteiros por conta são pessoas que viajam com frequência ou já conhecem o destino. Geralmente, jovens vão com o intuito de deixar o passeio menos oneroso e aproveitar a independência do plano de viagem. “A desvantagem para quem viaja por pacotes ou excursões é ficar preso ao itinerário do grupo”, salienta a profissional.

Segundo Vanessa, a Europa é o destino preferido pra quem gosta de fazer mochilão. Outros lugares também muito procurados são Austrália e Nova Zelândia, que oferecem acomodação barata e excelentes passeios, além da Golden Coast nos Estados Unidos, a Tailândia e Camboja, onde mesmo que as passagens sejam mais caras, o custo de vida é muito baixo. Por outro lado, cuidado com destinos como Ásia e Arábia. Nestes é recomendado viajar com pacotes ou excursão, ressalta a profissional em turismo. As culturas orientais apresentam costumes muito diferentes aos ocidentais, por isso é imprescindível estar bem informado, preferencialmente pelo agente de viagens.

Destinos inspiradores, opções diferentes

Renata Tissot visitou o Coliseu de Roma, na Itália, de forma independente

A jornalista Renata Tissot é do tipo que prefere fazer seu próprio roteiro e seguir viagem independentemente. Por falar inglês fluente e já ter vivido na Irlanda por um ano, viajar por conta tornou-se bem mais prático e fácil. Neste ano, ela e a família foram a Europa e Renata elaborou todo o roteiro de viagem. Apenas as passagens de ida e volta e o seguro saúde foram comprados em agência. Os voos internos, passagens de trens, assim como estadia e ingressos para atrações pagas foram adquiridos direto nos sites das companhias. “Quando se tem experiência em viagens e um bom nível de inglês, as coisas ficam realmente mais fáceis. Eu acho que sempre vou preferir ir por conta própria, pelo estilo de viajante que sou. Gosto de fazer meus próprios roteiros, pesquisar, comprar um guia impresso e estudar os mapas. É uma parte que adoro nas viagens e acho que não abriria mão disso. Gosto de ter liberdade para viajar”.

Mariana Bortolon preferiu conhecer as montanhas chilenas com a assessoria de uma agência

Enquanto isso a psicóloga Mariana Bortolon entende que viajar sem perturbações é o fundamental. Por isso, ela opta por pacotes. Em sua última viagem, no Chile, procurou investir em descanso e conforto “Nunca se sabe o tratamento que será dado ao turista em alguns lugares. Isso já é um motivo para eu preferir roteiros pré-estabelecidos, além de não dar trabalho e ter segurança de boas programações em outros países”, destaca.

Alguns sites

Para quem prefere fazer seu próprio mapa, um dos melhores sites a consultar, principalmente para viagens internacionais é o www.tripadvisor.com.br, que apresenta comentários de pessoas que visitaram o destino, hotel ou atração turística. Outros sites que trabalham com a maioria das companhias aéreas e redes de hotéis é o www.bestday.com.br e o www.decolar.com.br. Quem prefere viajar para a Europa deve consultar o www.viajar.com, um outlet de viagens espanhol. Para quem busca voos baratos dentro da Europa a dica é www.ryanair.com.

Custos da autonomia

É preciso diferenciar o “viajar por conta” do “viajar barato”, esclarece Renata Tissot. “É possível viajar por conta gastando muito mais do que se teria ao comprar um pacote completo em uma agência. Também acho importante dizer que viajar barato não significa falta de conforto. Sempre me hospedei em albergues e nunca fiquei mal acomodada, pelo contrário. Em alguns os banhos não foram maravilhosos, em compensação, em outros, o banho estava até melhor do que o da minha casa”.

A jornalista detalha que ainda que em alguns, “o café da manhã continental não era assim tão apetitoso. Em outros, o desjejum dava para se fartar e comer até nutella de colherinha e sentir fome só na hora do almoço. Isso depende muito das escolhas que foram feitas”. Renata argumenta que é preciso desmistificar de que albergue não é bom e de que, para viajar, é preciso de muito dinheiro, de que só se aproveita comendo em restaurantes famosos. “Não digo que com pouco dinheiro é possível fazer muitas coisas, pois enfrentamos um câmbio que não nos é tão favorável, mas é possível sim economizar e gastar o que for realmente necessário e válido”, sustenta Renata Tissot.

Texto: Caroline Corso (7º semestre)

Fotos: Arquivos pessoais

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