Você sabe o que é home office?

Imagine trabalhar sem a rotina de sair de casa e enfrentar o trânsito para chegar ao serviço ou escritório. Isso é possível para quem adota o sistema home office, isto é, que faz da casa seu escritório. Dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) indicam que atualmente 4, 5 milhões de pessoas optaram pelo sistema no país. As projeções do instituto inglês Euromonitor International, que busca mapear novas tendências, apontam que, até o final deste ano, cerca de 58 milhões de pessoas estarão trabalhando nessa modalidade, no conforto de casa.

Esses trabalhadores estão dispostos basicamente em dois perfis: os que abriram o próprio negócio e aproveitam a infraestrutura própria e os que trabalham em casa, pois a empresa permite esse tipo de modalidade.

Esse é o caso do gerente de projetos da Babushka Social Media, Felipe Decker. Há um ano no cargo, o jornalista gerencia ações bem como o relacionamento com os clientes da empresa da frente de seu computador, em Porto Alegre. “Meu escritório está a seis passos da minha cama, tenho meu próprio refeitório, café, sofá e ainda cuido da minha cachorrinha. Posso trabalhar vestido como eu quiser, e me concentrar melhor no meu trabalho, sem ter gente gritando ou puxando conversa”, afirma.

A atividade de social media é uma das contempladas com a proposta da modalidade de trabalho em casa, segundo dados do Sebrae. Também se encaixam nesse quesito, áreas relativas à tecnologia da informação, pesquisa, marketing, tratamentos de beleza, vendas on-line, entre outras. Ao contrário de Decker, outros perfis não são adequados a se aventurar no mundo do home office. É o caso de profissionais das áreas de suporte e produção, ou seja, cargos onde a presença física é importante

De nada adianta estar inserido no leque de atividades passíveis do home office e ser uma pessoa desorganizada. Muito pelo contrário. Apesar da sensação de liberdade de trabalho, é necessário ter uma rotina disciplinada para que tudo saia conforme o desejado pelo profissional e, claro, pela empresa.

Essa é apenas uma dica que se encontra no site Go Home (www.gohome.com.br), que auxilia aqueles que querem adotar esse sistema de trabalho. Segundo seu criador, o publicitário André Brik, é necessário agir com disciplina, como se estivesse de corpo presente na empresa, respeitando intervalos e horários de chegadas e saídas. “As pausas precisam ser bem definidas para evitar dois riscos: trabalhar sem parar ou parar a todo o instante”, garante. Brik é adepto do home office há oito anos.

Como todo emprego, as vantagens e desvantagens sempre aparecem na hora de se colocar tudo na balança. Para o empregado que trabalha em casa os pontos positivos acabam sendo superiores aos negativos. Maior proximidade com a família, possibilidade de uma alimentação mais saudável, maior flexibilidade de horário e economia em itens como transporte são algumas das vantagens encontradas.

Porém, as desvantagens possuem um caráter muito mais psicológico. Sensação de isolamento, menos chance de trabalhar em equipe, contatos físicos em menor escala, possibilidade de excesso de trabalho e a perda da limitação de tempo entre o privado e o pessoal são alguns dos pontos prejudiciais do home office.

Para a empresa, as principais desvantagens são o menor controle de atividades do funcionário e a interferência de assuntos domésticos em assuntos profissionais, o que pode acabar influenciando negativamente o andamento do trabalho. Por outro lado, a empresa acaba cortando gastos com cada colaborador, como transporte e necessidade de maior infraestrutura.

O crescimento da modalidade é tão grande que existem escritórios virtuais colocados à disposição de quem abriu seu próprio negócio. É possível alugar salas para reuniões, auditórios ou espaços para pequenos eventos. Esses escritórios oferecem telefones exclusivos para a empresa, transferência de chamadas, endereço comercial, suporte administrativo, serviços de motoboy e tudo o que uma grande empresa poderia oferecer. A contratação dos serviços é feita mensalmente ou por ocasião, quando não se tem a necessidade do espaço para um tempo maior.

Fonte: Portal Sebrae

Texto: Cristiano Oliveski

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