Quinze anos sem Renato Russo

Faz 15 anos, neste dia 11 de outubro de 2011, que morreu o cantor e compositor Renato Russo. O artista faleceu em 1996, aos 36 anos, por complicações relacionadas à AIDS. Como líder da Legião Urbana, e mais tarde com carreira solo, Renato Russo influenciou toda uma geração, criando verdadeiros hinos como “Faroeste Cabloco”, “Que país é esse?” e “Eduardo e Mônica”. “A Legião conquistou o seu ‘rebanho’ com uma poesia sem rodeios, com o dedo na ferida e principalmente tendo no Renato Russo o porta voz de toda uma geração”, afirma Veco Marques, guitarrista do Nenhum de Nós.
O professor da Famecos/PUCRS e sound designer Ticiano Paludo comenta no vídeo abaixo a importância de Renato Russo no cenário musical brasileiro:

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Leia abaixo um depoimento de Sady Homrich, baterista do Nenhum de Nós, sobre Renato Russo:

Encontramos uma vez o Renato Russo no backstage do Canecão no final dos anos 80. Ele estava só, sentado em uma caixa meio encolhido, abraçando os joelhos, ouvindo algumas das bandas que se apresentavam. Essa foi a imagem que fiquei dele e que certamente tinha a ver com seu comportamento introspectivo, que o fez ficar muito tempo só, lendo, escrevendo e ouvindo rock.

Sorte a nossa! Tivemos um ídolo com cultura ímpar no mundo do rock, de eruditismo literário e com uma necessidade impressionante de expor suas inconformidades com as relações humanas e a percepção do cenário da capital federal.

Toda a música brasileira foi influenciada por ele, especialmente pela carreira que desenvolveu com o Legião. Já ouvi covers feitos por bandas punks, grupo de pagode, sertanejo e por cantoras de axé, sem distinção. Foi o ombro amigo de todos adolescentes das duas últimas gerações. Foi sincero, mau-humorado, intenso e, acima de tudo, sensível. Tá fazendo falta…

 

Texto: Shana Sudbrack.